A Justiça Federal voltou a agir e decretou, nesta quinta-feira (23), a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, de Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página "Choquei", e de outros investigados da Operação Narco Fluxo. A decisão veio poucas horas depois de o Superior Tribunal de Justiça conceder habeas corpus ao grupo, o que havia gerado expectativa de soltura imediata.
No novo despacho, divulgado pelo Metrópoles, o juiz Roberto Lemos dos Santos Filho fez questão de esclarecer que a medida não afronta a decisão do STJ. Segundo ele, houve um erro na aplicação das regras da prisão temporária anteriormente, quando determinou um prazo maior do que o solicitado pela Polícia Federal. “A análise da representação não se concretiza em afronta à decisão [...] ao que parece por equívoco da minha parte”, escreveu.
O magistrado explicou que a nova decisão corrige justamente esse ponto. Enquanto a prisão temporária tem prazo limitado e serve para a fase inicial das investigações, a preventiva não possui prazo definido e pode ser decretada quando há risco à ordem pública ou ao andamento do processo.
A Polícia Federal, responsável pela operação, apontou elementos que justificariam a mudança de medida. Entre os argumentos estão a gravidade do caso, o volume bilionário movimentado e o risco de continuidade das atividades investigadas, além da possibilidade de interferência na apuração, como destruição de provas ou combinação de versões entre os envolvidos.
MC Ryan SP foi preso no último dia 15 de abril, apontado como um dos principais nomes dentro do suposto esquema de lavagem de dinheiro. De acordo com a investigação, a estrutura utilizava atividades como rifas ilegais, apostas e até conexões com o tráfico internacional para movimentar recursos e mascarar a origem dos valores.
A decisão também atinge outros integrantes considerados centrais no esquema, que agora permanecem sob custódia por tempo indeterminado. O caso segue em andamento e deve avançar com a análise das provas reunidas pela PF, enquanto as defesas tentam reverter a situação na Justiça.