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Guerra por herança de Erasmo Carlos: filhos enfrentam viúva na Justiça e disputa envolve mansão e carro
Imbróglio milionário expõe briga familiar, reintegração de imóvel no Rio e desabafo emocionado de Fernanda Esteves
27/04/2026 08h59
Por: Rahabe Gabriela
Guerra por herança de Erasmo Carlos: filhos enfrentam viúva na Justiça e disputa envolve mansão e carro / TV Globo

A disputa pelos bens deixados por Erasmo Carlos, morto em 2022, ganhou novos capítulos e já está sendo travada na Justiça. Os filhos do artista, Leonardo Esteves e Gil Esteves, conseguiram a reintegração de posse de um imóvel em São Conrado, na Zona Sul do Rio, onde o cantor vivia com a esposa, Fernanda Esteves.

Além da casa, a disputa também envolve um carro que estava com a viúva. Segundo informações do colunista Valmir Moratelli, da revista Veja, os herdeiros entraram com uma ação cobrando valores pelo uso do veículo. Nos bastidores, o clima é de tensão. Uma fonte ouvida pelo jornalista afirma que Fernanda se sente perseguida pelos filhos do cantor. “O carro foi dado a ela, mas registrado em nome da produtora”, disse.

O impasse envolve diretamente questões empresariais. Erasmo era sócio do filho Leonardo na produtora responsável por sua carreira, e foi justamente ele quem solicitou a devolução do veículo após a morte do pai. Ainda segundo a publicação, os herdeiros também teriam assumido o controle dos direitos autorais e de imagem do artista, apesar do casamento em regime de comunhão parcial de bens.

Mudança e dificuldades

Após viver por cerca de oito anos no imóvel de São Conrado, Fernanda deixou o local alegando não ter condições financeiras de mantê-lo. Avaliado em aproximadamente R$ 8 milhões, o apartamento tem custos mensais elevados e só o condomínio gira em torno de R$ 10 mil.

De acordo com a reportagem, Leonardo, que representa o espólio, não teria arcado com as despesas enquanto a viúva permanecesse no imóvel. Com isso, ela se mudou para um apartamento menor, no estilo quarto e sala, na Barra da Tijuca.

Recentemente, Fernanda usou as redes sociais para compartilhar um texto reflexivo sobre o momento que vive após a perda do marido:

Olho para trás, vejo por trás, me volto para dentro. Sempre só tive janelas que davam para os fundos. Talvez tenha sido assim que aprendi a ver beleza no que está por trás, no que não é possível óbvio, no escondido. Meu bem achava que eu merecia mais, só ele achava. Resolveu que merecíamos juntos olhar para frente, para a imensidão do mar, beleza em movimento, o quadro que não para, o olhar que todos querem. Durou tão pouco. Vimos poucas ondas juntos, nenhuma baleia, e depois me vi olhando o mar como um tsunami de dor e vazio. Hoje me encontro no conforto de um lugar pequeno, com a segurança de uma janela que dá para os fundos, com uma paisagem que pouco se movimenta, mas onde recebo visitas de pássaros, borboletas, insetos, pequenos mamíferos, e tenho até uma aranha que me faz companhia, tão solitária quanto eu em sua teia