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Caso Cássia Kis: vereadora promete ação após mulher trans ser barrada por atriz em banheiro de shopping
Caso de transfobia ganha novo capítulo com ação de vereadora e possível processo contra envolvidos
27/04/2026 09h24 Atualizada há 4 meses
Por: Rahabe Gabriela
Caso Cássia Kis: vereadora promete ação após mulher trans ser barrada por atriz em banheiro de shopping / Reprodução Redes Sociais / TV Globo

A vereadora de Niterói Benny Briolly se pronunciou após a denúncia envolvendo a mulher trans Roberta Santana, que afirma ter sido impedida de utilizar o banheiro feminino no Barra Shopping, na Zona Oeste do Rio, na última sexta-feira (24).

De acordo com o relato da jovem, que atua como auxiliar de restaurante no local, a situação ocorreu após a intervenção da atriz Cássia Kis, gerando constrangimento, exposição pública e, segundo ela, violação de direitos básicos.

Vereadora acolhe vítima de transfobia

Reconhecida pela atuação em pautas de direitos humanos, Benny afirmou ter agido assim que soube do caso. A parlamentar acolheu a vítima e colocou à disposição uma equipe com suporte jurídico e psicológico.

Além disso, ela informou que pretende acionar tanto a atriz quanto o estabelecimento junto ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Primeira mulher trans eleita e reeleita no estado do Rio, Benny Briolly classificou o episódio como grave e reforçou que situações como essa não podem ser naturalizadas.

Segundo ela, impedir o uso do banheiro de acordo com a identidade de gênero representa uma violação direta da dignidade humana e da legislação vigente.

A vereadora também destacou a importância de ações como a caravana “Libera o Meu Xixi”, que promove conscientização e debate sobre o direito de pessoas trans ao uso de espaços públicos sem constrangimento.

“O que aconteceu não é um caso isolado, é reflexo de uma estrutura que ainda insiste em desumanizar corpos trans. Não vamos aceitar. Toda pessoa tem direito à dignidade, ao respeito e ao básico: existir sem ser violentada. Vamos responsabilizar todos os envolvidos e seguir ocupando, lutando e garantindo direitos. Nossos corpos não são negociáveis”, afirmou.