O Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu, nessa última segunda-feira (27), um novo parecer sobre a reclamação apresentada pela equipe jurídica de MC Ryan SP. Os representantes legais do músico sustentaram que uma ordem de liberdade provisória, emitida previamente via habeas corpus, foi desrespeitada. Na visão dos advogados, o artista deveria ter recuperado o direito de ir e vir antes que qualquer novo decreto de custódia fosse assinado pela esfera federal.
Contudo, o ministro Messod Azulay Neto indeferiu o questionamento, ratificando a manutenção da prisão preventiva do funkeiro no contexto da Operação Narco Fluxo. O cenário é complexo: pouco tempo após o STJ conceder a soltura inicial, a Justiça Federal de Santos atendeu a uma representação urgente da Polícia Federal (PF), determinando um novo encarceramento sob o argumento de preservar a ordem pública e assegurar que a legislação penal seja cumprida.
Ryan está sob o radar das autoridades junto a figuras como MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil Choquei. A suspeita recai sobre uma rede de lavagem de dinheiro que teria operado um montante aproximado de R$ 1,6 bilhão. O esquema supostamente utilizava a indústria do entretenimento para camuflar ativos vindos de:
Apostas clandestinas;
Narcotráfico em escala global.
A defesa classificou o confinamento atual como arbitrário e prometeu levar o pleito aos tribunais superiores. Enquanto isso, a vida pessoal do cantor gera burburinho nas redes. Na última quinta-feira (23), sua companheira, a influenciadora Giovanna Roque, chegou a celebrar uma soltura precoce que acabou sendo breve.
Antes da reviravolta, ela já havia defendido Ryan publicamente, disparando críticas às diligências policiais e postando que “os verdadeiros ladrões estão impunes”. O processo segue em fase de instrução, sem uma sentença final sobre a culpabilidade dos envolvidos.