Notícias Entenda o caso
PL nega associação de Flávio Bolsonaro ao Master e pede investigações após vídeo divulgado pelo PT
Na gravação, que se tornou viral entre grupos antagônicos, a narração criou o termo “bolsomaster” para descrever a suposta rede de influência, alegando que uma luxuosa residência na capital federal teria sido obtida por meio de corrupção
28/04/2026 12h28
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Flávio Bolsonaro - Reprodução: Saulo Cruz/Agência Senado

O parlamentar gaúcho, Ubiratan Sanderson (PL), protocolou, nessa última segunda-feira (27), uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) demandando a abertura de inquérito contra o Partido dos Trabalhadores (PT). O motivo é um vídeo lançado no último domingo (26) que busca conectar o senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), às polêmicas envolvendo o Banco Master.

Na gravação, que se tornou viral entre grupos antagônicos, a narração criou o termo "bolsomaster" para descrever a suposta rede de influência, alegando que uma luxuosa residência na capital federal teria sido obtida por meio de corrupção.

O conteúdo afirma textualmente: "Flávio Bolsonaro é do esquema, esquema das rachadinhas, que desviou milhões de reais da Alerj, esquema de lavagem de dinheiro com a compra de 51 imóveis em dinheiro vivo, esquema de milicianos que trabalhavam no seu gabinete. E o esquema bolsomaster, que rendeu essa mansão de R$ 6 milhões para Flávio em Brasília. Se duvidar, dê um google. O Flávio é o filho mais corrupto do Bolsonaro".

A Argumentação da Defesa e do Deputado

Sanderson sustenta que o material ultrapassa os limites da liberdade de expressão ao exibir conjecturas como se fossem vereditos consolidados. No documento enviado à PGR, ele reforça a inexistência de processos oficiais que atrelem o senador a tais irregularidades. A equipe de Flávio Bolsonaro também se manifestou, classificando as alegações como "mentirosas e absurdas".

De acordo com o ofício do deputado: "No presente caso, não se trata de mera crítica política ou opinião, mas de imputação direta de condutas ilícitas sem respaldo em investigações formais conhecidas, apresentada em formato que simula veracidade factual".

O parlamentar solicita que os criadores e divulgadores do vídeo sejam identificados e punidos sob a ótica da justiça eleitoral. Sanderson pressiona pela interrupção imediata da distribuição do arquivo, justificando que, na internet, "onde a velocidade de propagação é exponencial e os efeitos da desinformação podem se tornar irreversíveis em curto espaço de tempo", o dano pode ser permanente.

O Contraponto do PT

Apresentado originalmente durante o 8º Congresso Nacional do PT, o vídeo petista baseia sua narrativa no fato de o Banco Master ter recebido aval para funcionar em 2019, sob a gestão de Jair Bolsonaro. Além disso, menciona repasses financeiros de sócios da instituição para campanhas do PL e do atual governador paulista.

O vídeo conclui com a seguinte tese: "Vamos colocar as cartas na mesa. Daniel Vorcaro foi autorizado a operar o banco Master em 2019, pelo governo Bolsonaro. Fabiano Zettel, sócio do Master, entregou R$ 5 milhões para as campanhas de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. E o governador que tentou acobertar essas fraudes ajudou a comprar a mansão sabe de quem? Flávio Bolsonaro. Entendeu o esquema? O banco Master é bolsomaster".