Notícias Caso Banco Master
Michel Temer é citado em tentativa de venda do Banco Master; entenda
Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a tentativa de venda da instituição para a Fictor Holding, com o suposto suporte de investidores dos Emirados Árabes, teria sido uma cortina de fumaça para ocultar a crise e até uma possível fuga de seu dono, Daniel Vorcaro
28/04/2026 12h51
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Michel Temer - Reprodução: Cesar Itiberê/PR

O intrincado escândalo envolvendo a liquidação do Banco Master ganhou novos capítulos com a revelação de nomes de peso e manobras de bastidores. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a tentativa de venda da instituição para a Fictor Holding, com o suposto suporte de investidores dos Emirados Árabes, teria sido uma cortina de fumaça para ocultar a crise e até uma possível fuga de seu dono, Daniel Vorcaro.

Entre os pontos centrais dessa rede de influências e controvérsias, destacam-se:

Personagens e Conexões Inusitadas

A Estratégia de "Saída" e a Prisão

A Polícia Federal (PF) acredita que Vorcaro organizou a venda e a viagem para Dubai em novembro de 2025 ao saber que seria detido. No plano de voo, o destino real seria Malta. Rafael Gois, sócio da Fictor, admitiu ao jornal que o risco jurídico era nítido: “Que o Daniel poderia ser preso em algum momento, eu não tinha dúvida, tá? Eu tinha essa sensação há mais de um ano. Mas que o banco ia ser liquidado para mim foi uma surpresa”.

O Rombo e a Crise no BRB

O escândalo explodiu após o Banco Regional de Brasília (BRB) tentar adquirir o Master, operação defendida com unhas e dentes pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), apesar dos alertas de risco. O negócio gerou um prejuízo estimado em R$ 6 bilhões ao banco público.

Batalha Jurídica e Vazamentos

Atualmente, Vorcaro busca uma delação premiada para reduzir sua pena. O processo também apura possíveis vazamentos de informações sigilosas. Mensagens interceptadas mostram a pressão da defesa sobre o magistrado do caso: “Estamos infernizando ele”, escreveu o advogado Walfrido Warde ao banqueiro, referindo-se ao juiz Ricardo Leite, horas antes da primeira prisão, conforme apurações do Estadão.

O negócio bilionário, que prometia até pintar o Burj Khalifa de verde para celebrar a venda, nunca se concretizou, deixando para trás um prejuízo de R$ 41 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).