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Relator da sabatina de Messias, Weverton Rocha, já esteve na mira da PF e da CPMI do INSS
O vice-líder da atual gestão no Senado enfrentou pedidos de indiciamento por delitos graves, incluindo lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha
29/04/2026 12h13
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Weverton Rocha - Reprodução: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O senador maranhense, Weverton Rocha (PDT), relator da sabatina de Jorge Messias (AGU) à Suprema Corte, tornou-se figura central de intensas controvérsias recentemente. O congressista foi colocado sob a lupa da Polícia Federal (PF) e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que desvendou um esquema de corrupção envolvendo benefícios previdenciários.

Embora a PF tenha solicitado sua detenção, a medida foi barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Contudo, no âmbito do colegiado parlamentar, o vice-líder da atual gestão no Senado enfrentou pedidos de indiciamento por delitos graves, incluindo lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha.

De acordo com os investigadores federais, Weverton seria o “sustentáculo” político de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS. O senador foi classificado pela corporação como um “sócio oculto” nas operações de retenções indevidas em folhas de pagamento de segurados. Apurações do portal Metrópoles corroboram o elo, revelando contatos frequentes entre o entorno do pedetista e o operador do esquema.

A Contraofensiva de Weverton

Em março, ao ser incluído no relatório final da CPMI, o senador contestou veementemente as conclusões do deputado, Alfredo Gaspar. Em comunicado oficial, Rocha sustentou a inexistência de provas que fundamentassem sua citação no inquérito.

Por outro lado, o relator da comissão justificou o pedido de punição baseando-se na “atuação estratégica como liderança política e suporte institucional da organização criminosa”. Segundo Gaspar, o senador figurava como o destino final de transações financeiras sombrias, empregando subordinados como canais para o fluxo de dinheiro.

Entenda a "Farra do INSS"

O escândalo, que veio à tona no final de 2023, revelou que entidades arrecadaram cifras próximas a R$ 2 bilhões em 12 meses através de descontos não autorizados. A repercussão do caso resultou em:

- Abertura de inquéritos pela CGU e PF;

- Deflagração da Operação Sem Desconto;

- Destituição do presidente do órgão e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Um dos pontos mais sensíveis envolve o uso, por parte do senador, de um jato executivo de luxo. A aeronave teria sido financiada pelo Careca do INSS por R$ 2,8 milhões justamente no auge das irregularidades. O texto da CPMI aponta que “essa triangulação patrimonial visava ocultar o uso de bens da organização criminosa pela liderança política”.

Rebatendo tais pontos, Rocha criticou a fragilidade das evidências, afirmando que “planilhas sem qualquer verificação externa e anotações manuscritas apócrifas não sustentam imputações de natureza penal; é pura irresponsabilidade de inspiração lavajatista”.