complexa dinâmica entre o ator João Guilherme e seu pai, o cantor sertanejo Leonardo, ganhou novos contornos nesta quarta-feira (29). Em entrevista ao "Alt Tabet", o jovem artista descreveu o vínculo entre os dois através de uma palavra específica: "esperança". Para ele, a relação vive um momento de amadurecimento, apesar dos históricos afastamentos e das personalidades distintas.
João Guilherme, que reside em São Paulo, apontou que a distância geográfica e as agendas conflitantes sempre foram obstáculos para o convívio com o pai, que vive em Goiânia. “Acho que esperança talvez não é adjetivo para relação, mas acho que ter uma palavra assim [que descreva] é uma esperança de tudo: de uma conexão, de uma proximidade”, declarou o ator. Ele reforçou que sente um movimento real da família para que todos se aproximem: “Eu sinto que a gente está nesse processo, de todo mundo se aproximar um pouco mais”.
Um dos pontos mais sensíveis abordados foi a divergência de pensamento, especialmente no campo político e social. João Guilherme deixou claro que mantém sua essência e seus posicionamentos mesmo quando está no ambiente do pai. “Não é que eu chego lá na fazenda do meu pai, visto o chapéu, [faço] piadinha machista, e aí é ‘vamos, Bolsonaro’. Isso não existe, meu amigo”, afirmou, garantindo que o diálogo é pautado no amor e nos argumentos que herdou da criação de sua mãe, Naira Ávila.
Apesar dos contrastes, o ator acredita que Leonardo o respeita por sua autonomia. “Eu sei que meu pai me admira por isso, num lugar de inteligência. Eu já ouvi meu pai falando para os amigos dele: ‘Ah, o João Guilherme é muito inteligente’”, revelou.
Ao comentar sobre desentendimentos recentes envolvendo seus irmãos e o pai, João Guilherme defendeu que as brigas costumam ser reflexos de gerações criadas em contextos diferentes. Ele rejeita posturas radicais de afastamento definitivo: “Não sou eu que vou chegar, bater o pé e falar: ‘Ou é assim ou você não me vê mais’. Isso não existe, é minha família”.
Para o artista, a falta do hábito de "sentar e conversar" é o que muitas vezes trava as relações. “Às vezes, as pessoas ficam caladas e não falam as coisas. [...] A pessoa não tem vontade de resolver, mas talvez isso não faça parte desse hábito de sentar e conversar. Falta um pouco disso no mundo”, concluiu, reafirmando seu papel de mediador para tentar manter a família