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O que acontece com Bolsonaro e outros condenados após derrubada do veto da Dosimetria
O cerne do projeto estabelece normas inéditas para o cálculo penal nos delitos de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado
30/04/2026 16h25
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Jair Bolsonaro - Reprodução: Miguel Schincariol/AFP

Nesta quinta-feira (30), o Parlamento brasileiro avalia a manutenção ou a rejeição do veto imposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria. A proposta possui o potencial de suavizar o tempo de reclusão de indivíduos sentenciados por condutas antidemocráticas, abrangendo os episódios de 8 de janeiro e favorecendo diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de seus aliados.

Mudanças na aplicação jurídica

O cerne do projeto estabelece normas inéditas para o cálculo penal nos delitos de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Benefícios por contexto e regime

O embate político e constitucional

O veto foi assinado por Lula no aniversário de um ano dos ataques de 8 de janeiro, sob o argumento de que a lei estimularia a impunidade e feriria princípios como a isonomia. Segundo o Governo Federal:

"Além disso, a facilitação de condutas que ameaçam o Estado Democrático de Direito representaria não apenas a impunidade baseada em interesses casuísticos, mas também a ameaça ao ordenamento jurídico e a todo o sistema de garantias fundamentais alicerçado na Constituição ao afrontar os princípios constitucionais da proporcionalidade, da isonomia e da impessoalidade, incorrendo em uma proteção deficiente de bens jurídicos fundamentais".

Para que o veto caia, são necessários 257 votos favoráveis na Câmara e 41 no Senado. Se aprovada, a norma ainda poderá enfrentar contestações de constitucionalidade no próprio STF.