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O que a nova pesquisa Big Data aponta para disputa acirrada entre Lula e Flávio
O estudo será conduzido por meio de abordagens presenciais em todas as regiões do território nacional, valendo-se de formulários estruturados aplicados a uma parcela que espelha com precisão o eleitorado
04/05/2026 10h02
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Lula e Flávio Bolsonaro - Reprodução: Ricardo Stuckert/PR e Evaristo Sa/AFP

O Instituto de pesquisas Real Time Big Data deu a largada nesse sábado (2) ao mais recente rastreamento das intenções de voto para a chefia do Executivo nacional. Com publicação agendada para a próxima terça-feira (5), o estudo emerge em um instante de forte embate entre o atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva, e o parlamentar Flávio Bolsonaro. Como ambos despontam como as figuras centrais do pleito de 2026, os resultados prometem revelar um retrato atualizado da conjuntura política do Brasil.

O estudo será conduzido por meio de abordagens presenciais em todas as regiões do território nacional, valendo-se de formulários estruturados aplicados a uma parcela que espelha com precisão o eleitorado.

O intuito principal é registrar o termômetro momentâneo dessa competição acirrada rumo ao Palácio do Planalto, visto que estudos anteriores sinalizaram um empate técnico, sobretudo em eventuais confrontos de segundo turno. Para além de quem as pessoas planejam escolher, o diagnóstico almeja rastrear flutuações de popularidade, a firmeza das campanhas e as inclinações daquela parcela do eleitorado que ainda se encontra indecisa.

O método adotado baseia-se em um esquema probabilístico segmentado em três fases:

  1. Sorteio: Inicialmente, selecionam-se as cidades participantes, considerando a proporção de cidadãos aptos a votar em cada uma.

  2. Mapeamento: Depois, definem-se os bairros ou setores específicos nessas localidades.

  3. Abordagem: Por último, os cidadãos são escolhidos seguindo cotas proporcionais rigorosas.

Esses recortes demográficos fundamentam-se nos registros oficiais do TSE e do IBGE, englobando gênero, faixa etária, grau de instrução e ganhos financeiros. A pesquisa possui um índice de confiabilidade de 95%, tolerando uma oscilação de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo.

O perfil dos participantes O grupo consultado é um reflexo direto da população habilitada às urnas.

A empresa emprega métodos rigorosos para assegurar a lisura da coleta. Coordenadores supervisionam os agentes diretamente nas ruas, e aproximadamente 15% das conversas sofrem uma dupla checagem posterior via telefone. Se surgirem divergências, as respostas correm o risco de serem invalidadas, exigindo justificativas imediatas do aplicador responsável.

Os números chegam em um estágio crucial do calendário, a poucos meses do momento de ir às urnas, fase em que os postulantes ao cargo máximo tentam sedimentar apoios e conquistar novos eleitores. Em meio a um ambiente altamente polarizado e com um contingente considerável de votos flutuantes, essas revelações têm o poder de guiar os próximos passos das campanhas e reajustar a visão do mercado sobre o tabuleiro político.

O que aguardar dos números?

Este balanço inédito deverá confirmar se a paridade entre o presidente e o senador se mantém intacta, se algum dos lados conseguiu abrir vantagem ou se candidaturas alternativas estão conseguindo romper a bolha. De quebra, o material revelará o estado de espírito do cidadão comum frente aos rumos da economia, a aprovação da gestão em vigor e a imagem projetada pelos presidenciáveis.