A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, comunicou em suas redes sociais nesse último fim de semana, que o antigo mandatário teve uma madrugada tranquila e que a situação se encontra "sob controle". Na sexta-feira (1º), o político foi submetido a uma cirurgia na articulação escapular direita nas dependências do Hospital DF Star, em Brasília.
Ainda na noite de sexta (1º), Michelle esclareceu que o marido já não necessitava de suporte de oxigênio nasal e recuperou a mobilidade dos dedos da mão destra, reação apontada como padrão após o efeito da sedação. A expectativa é que o paciente seja liberado da unidade médica nesta segunda-feira (4).
O boletim médico mais recente atesta que o ex-presidente exibiu progresso clínico satisfatório e manejo adequado do desconforto físico durante o repouso. No atual estágio, ele permanece sob observação para aplicação de analgesia, que são ações profiláticas contra coágulos e início de exercícios de fisioterapia motora.
Segundo o corpo jurídico de Bolsonaro, ele sofria com incômodos crônicos na área operada, restrição de mobilidade e dependência de remédios para dor. Exames prévios detectaram danos severos, com rupturas nos tendões e deslocamento parcial do bíceps. A internação ocorreu logo cedo, após o magistrado Alexandre de Moraes ratificar a permissão para a cirurgia.
Ao concluir o período hospitalar, o ex-presidente retornará à sua residência para dar continuidade ao recolhimento domiciliar, estipulado inicialmente em 90 dias por questões médicas. Uma parcela desse tempo concedido pelo STF já transcorreu. Após o encerramento do trimestre, o ministro avaliará se mantém o benefício ou se o ex-líder, sentenciado a duas décadas de reclusão por tentativa de golpe de estado, deverá retornar ao sistema penitenciário para o cumprimento da pena em regime restrito.