O pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes pela legenda petista, Fernando Haddad, declarou na última sexta-feira (1º) que "só uma lavagem cerebral coletiva" justifica os empates técnicos entre polos ideológicos tão distintos nos levantamentos de intenção de voto.
Embora o antigo titular da Fazenda não tenha mencionado diretamente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no registro obtido pela CNN Brasil, o atual mandatário e o congressista têm figurado em situação de igualdade estatística nas aferições mais recentes.
"Estamos em um ano que é inadmissivel o que está se vendo nas pesquisas eleitorais. O contraste é tão grande que só uma lavagem cerebral coletiva explica uma comparação impossível entre dois personagens da história do Brasil", desabafou Haddad durante solenidade da Força Sindical.
O político ressaltou que o atual ciclo eleitoral exige um "desafio cívico" para enfrentar narrativas que atentam contra as instituições. "Essa agenda da democracia é nossa, ou vocês pensam que o lado de lá tem algum compromisso com a democracia?", questionou ao público presente.
Dados do instituto NexusBTG, publicados no último dia 27, revelam que Lula aparece empatado tecnicamente em simulações de segundo turno não apenas com o senador Flávio Bolsonaro (PL), mas também com as lideranças Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil).
A amostragem Atlas/Bloomberg, veiculada na terça-feira (28), reforça essa tendência: o petista estaria em equilíbrio estatístico em um embate decisivo contra Flávio Bolsonaro, Zema e até mesmo o ex-presidente Jair Bolsonaro, a despeito de sua condição de inelegibilidade.
A rodada inicial de votação está agendada para 4 de outubro. Vale lembrar que o limite para operações como confecção do título, ajuste de débitos, registro biométrico e mudança de domicílio eleitoral expira nesta quarta-feira (6), seguindo o cronograma estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).