Romeu Zema (Novo-MG), em sua caminhada como pré-candidato à presidência, declarou nesse último domingo (3) que a parcela da população brasileira "que rala, que levanta cedo e que sabe que o País tem futuro" recuperará a estima pelo Supremo Tribunal Federal (STF) somente após a destituição de determinados magistrados que compõem o colegiado.
O ex-governador mineiro sinalizou que as supostas conexões entre membros da Corte e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito do Banco Master, geraram uma onda de revolta e descrédito sobre a idoneidade da justiça. Ao programa Canal Livre, ele enfatizou: "Os brasileiros ficaram indignados com tudo que está acontecendo em Brasília, especificamente, no STF. Para o brasileiro voltar a ter orgulho do Supremo, temos de tirar alguns elementos de lá. O caminho mais natural para isso é o processo de impeachment".
Vale pontuar que o afastamento de ministros exige o aval do Senado, a quem cabe julgar crimes de responsabilidade desses magistrados; contudo, desde a redemocratização, nenhum foi removido por essa via. Paralelamente ao debate sobre cassação, a renovação da Corte ocorrerá por meio de aposentadorias compulsórias aos 75 anos, limite fixado pela "PEC da Bengala".
O próximo ocupante do Palácio do Planalto poderá ter em mãos a escolha de até quatro nomes para o STF, caso a cadeira de Roberto Barroso não seja preenchida na reta final do governo Lula. Zema projeta que o futuro mandatário possuirá "sabedoria e capital moral para indicar nomes adequados" para o tribunal.
Desestatização Total: O político defende a venda de todas as companhias sob domínio da União, incluindo gigantes de setores como energia, logística e finanças, alegando que isso aceleraria a redução dos juros. Ele afirmou categoricamente: "Se eleito, vou privatizar tudo. Isso vai provocar uma queda de juros muito rápida porque virá junto de uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária, revisão de benefícios sociais".
Ajuste Fiscal via Privatização: No entendimento de Zema, o fim das estatais aliviaria o risco fiscal do país, embora tais processos dependam de complexas análises do Congresso e embates jurídicos.
Mudanças na Previdência: Classificando o modelo vigente como "insustentável", o pré-candidato propõe estender o período de trabalho antes da inatividade e vetar correções salariais acima da inflação para aposentados.
Teto para Beneficiários: Sobre a remuneração de quem já se aposentou, ele foi incisivo: "Vamos precisar aumentar o tempo de contribuição, isso é fundamental. Mas não podemos dar ganhos reais, de forma alguma. Ganhos reais para quem está aposentado é algo que o Brasil não comporta".
Equilíbrio de Contas: Tais medidas visam conter as despesas obrigatórias da União, facilitando o cumprimento das metas fiscais ao evitar aumentos permanentes no orçamento da previdência.