A estratégia do PL para as próximas movimentações eleitorais envolve a inserção de Eduardo Bolsonaro como candidato à suplência de uma das cadeiras paulistas no Senado Federal. O objetivo da agremiação é assegurar uma prerrogativa de cargo público ao descendente de Jair Bolsonaro (PL) em um eventual retorno ao Brasil.
Essa engenharia política ganha força diante da possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL) derrotar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito de outubro e assumir a chefia do Poder Executivo.
Para encabeçar a chapa na disputa pela titularidade da vaga, o partido projeta o nome de André do Prado, que atualmente lidera a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alerj). A inclusão de Eduardo como reserva imediato serviu como um mecanismo de convencimento para que o aliado apoiasse a candidatura do parlamentar estadual.
De acordo com membros da sigla, o ex-deputado já teria aceitado o arranjo, mesmo que o nome de Prado não fosse sua opção prioritária. Atualmente vivendo nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro enfrenta um processo criminal sob a acusação de intimidar membros do sistema de justiça. A previsão é que a Corte Suprema (STF) finalize a análise dessa ação judicial até o término de 2026.