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Tarcísio detona Haddad após críticas à política fiscal de SP: “É muito cara de pau”
Durante evento oficial, o chefe do Executivo paulista celebrou o fato de o estado possuir “condições de ter o maior orçamento de investimento da história”
06/05/2026 13h54
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas - Reprodução: Redes Sociais e Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), subiu o tom nessa última terça-feira (5) às críticas do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), sobre a gestão das contas paulistas. Indignado, Freitas classificou a postura do petista como reflexo de "muita cara de pau", apontando que a marca de Haddad na economia federal é "a maior carga tributária da história".

Durante evento oficial, o chefe do Executivo paulista celebrou o fato de o estado possuir “condições de ter o maior orçamento de investimento da história”. Ele rebateu diretamente as suspeitas levantadas pela oposição sobre o equilíbrio das contas estaduais:

“É engraçado que quem questiona a saúde financeira do Estado de São Paulo foi justamente quem deixou como legado sete pontos de elevação da relação dívida/PIB. Deixou como legado uma massa de inadimplentes, deixou como legado o recorde de recuperações judiciais”, destacou.

Tarcísio não poupou o rival ao mencionar a atual conjuntura nacional, citando os juros reais elevados e o custo do endividamento: “É muita cara de pau, depois do desmantelo fiscal, a gente pagar R$ 1 trilhão de dívida, depois da nossa relação dívida/PIB subir tanto, querer falar de conta pública. Faça-me um favor. Está na hora de dar o cartão vermelho para essa turma. Eles não vão voltar nunca mais”, disparou.

A Origem do Embate: "São Paulo sem caixa"

A fúria do governador foi motivada por uma entrevista de Haddad ao portal Metrópoles, na qual o petista afirmou que “São Paulo está sem caixa”, apesar de o atual governo “ter recebido do governo anterior um volume de recursos em caixa”.

O ex-ministro também lançou duras críticas à privatização da Sabesp, alegando que a venda ocorreu para evitar um cenário financeiro “ainda pior”, e comparou a atual administração paulista à gestão de Luiz Antônio Fleury nos anos 90, classificando-a como a mais deficitária desde então.

O Contra-ataque de Haddad: Herança Maldita e Números de SP

Em nota oficial, a equipe de Fernando Haddad rebateu os ataques, afirmando que a gestão Bolsonaro entregou ao governo Lula um orçamento irreal, com um rombo que, somado a dívidas não pagas, superava os R$ 200 bilhões. Segundo ele, Tarcísio utiliza a mesma estratégia de seu mentor político: "O que o governador Tarcísio de Freitas está fazendo em São Paulo é o que seu padrinho fez no plano federal".

Haddad detalhou sua visão sobre as finanças paulistas, contestando o otimismo do governador: