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Ricardo Salles 'bate-boca' com Eduardo Bolsonaro após debate de estratégias para eleições em SP
Enquanto o filho do ex-presidente batia na tecla de que a desunião comprometeria as cadeiras da direita, Salles contra-atacou. Para ele, o perigo real reside na escolha de postulantes “próximos da esquerda”
07/05/2026 09h54
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Ricardo Salles e Eduardo Bolsonaro - Reprodução: Roque de Sá/Agência Senado / Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Uma troca de farpas pública entre o ex-parlamentar, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Ricardo Salles, antigo ministro do Meio Ambiente na gestão de Jair Bolsonaro, expôs as fissuras na tática da ala conservadora para as eleições em São Paulo.

Eduardo pregou o pragmatismo, sugerindo que o foco em um grupo reduzido de candidatos é vital para impedir um revés nas urnas. O congressista pontuou que “Se nós concentrarmos em dois nomes, sairemos vitoriosos”, alegando ainda que a postura de Salles acaba por antecipar etapas indevidamente, o que ameaça pulverizar o eleitorado mais fiel.

O ex-ministro não recuou e direcionou sua artilharia ao bloco fisiológico do Congresso. Ao rechaçar as censuras sofridas, ele disparou: “Não me vendo para o centrão, não negocio com gente corrupta”. Em um tom ainda mais incisivo, rotulou tal agrupamento político como sendo “pior que a esquerda”.

Enquanto o filho do ex-presidente batia na tecla de que a desunião comprometeria as cadeiras da direita, Salles contra-atacou. Para ele, o perigo real reside na escolha de postulantes “próximos da esquerda”, reiterando que a fidelidade aos princípios deve prevalecer sobre o cálculo eleitoral.

Para encerrar o embate, Salles lançou uma provocação direta: garantiu que retiraria seu nome do pleito caso o setor decidisse endossar uma figura que ele classifique como de “direita raiz”. O gesto acentuou ainda mais a fragmentação e a tensão no cenário conservador paulistano.