A captura de Bruno Fernandes das Dores de Souza foi efetuada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro na madrugada da última quinta-feira (7), encerrando um período de dois meses em que o ex-goleiro era procurado pelas autoridades. A localização do atleta na Região dos Lagos foi fruto de uma cooperação estratégica entre as forças de segurança do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
Conforme detalhado pela corporação, o monitoramento do paradeiro do investigado resultou de uma operação conjunta entre os departamentos de inteligência do 25º BPM (Cabo Frio) e da Polícia Militar mineira (PMMG).
Após o cruzamento de dados entre os estados, agentes do batalhão de Cabo Frio se deslocaram até um imóvel situado na Rua A, no bairro Porto d’Aldeia, em São Pedro d’Aldeia. O município, que abriga pouco mais de 104 mil moradores, faz divisa com balneários famosos como Arraial do Cabo.
Bruno foi interceptado em uma área de vegetação nos arredores da residência. Durante a abordagem, ele se manteve pacífico, auxiliando o trabalho policial antes de ser escoltado até a 125ª DP para o registro da ocorrência.
Posteriormente, o caso foi transferido para a 127ª DP. Com este novo capítulo, o esportista perde o direito à liberdade condicional que desfrutava e sofre regressão para o regime semiaberto.
O ex-goleiro figurava na lista de foragidos desde 5 de março, quando sua liberdade condicional foi anulada por desobediência às restrições legais, especificamente por deixar o estado fluminense sem o aval do Judiciário.
De acordo com as diretrizes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), a quebra de confiança ocorreu no momento em que Bruno acompanhou a delegação do Vasco do Acre para um compromisso da Copa do Brasil sem comunicar o Juízo da Execução Penal.
A Justiça reforçou que essa violação anula o livramento condicional, obrigando o sentenciado a cumprir o restante de sua pena de 16 anos em regime semiaberto.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ainda fundamentou o pedido de prisão listando uma série de negligências: o réu não informou seu endereço por três anos, ignorou horários de recolhimento noturno e frequentou espaços vedados pela justiça, como o estádio do Maracanã durante um clássico do Flamengo em fevereiro, além de realizar deslocamentos clandestinos.
Vale recordar que Bruno recebeu uma condenação superior a 22 anos em 2013, acusado de homicídio qualificado, cárcere privado e ocultação de cadáver no caso envolvendo a modelo Eliza Samudio. Embora tenha progredido para o semiaberto em 2019 e obtido a condicional em 2023, as reincidências no descumprimento das normas o levam de volta às grades.