Notícias Entenda o caso
Ratinho é denunciado ao MPF após nova fala homofóbica em programa
No requerimento, compartilhado primeiramente com o portal Metrópoles, a deputada Sâmia Bonfim solicita que se apurem infrações à Constituição e condutas de segregação realizadas pelo apresentador
11/05/2026 14h17 Atualizada há 4 meses
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
Ratinho - Reprodução: Divulgação/SBT/Programa do Ratinho

O comunicador Ratinho é o alvo de uma recente e nova denúncia por LGBTfobia, formalizada agora pela parlamentar federal, Sâmia Bomfim (PSOL-SP). A congressista acionou o Ministério Público Federal (MPF) contra o radialista e a rede SBT devido a declarações polêmicas emitidas durante seu programa noturno.

Na última quarta-feira (6), o veterano afirmou: “Quando eu vejo dois homens se beijando, eu fico preocupado. Ele saiu do mercado e tirou mais um. É muita novela mostrando homem beijando homem, mulher beijando mulher. Não sei se incentiva isso… No meu tempo, que o negócio funcionava, não tinha muito isso”.

No requerimento, compartilhado primeiramente com o portal Metrópoles, a deputada solicita que se apurem infrações à Constituição e condutas de segregação realizadas pelo apresentador e pelo canal, ressaltando que a empresa usufrui de uma concessão pública de sinal.

A parlamentar recorda, ainda, outros episódios de intolerância protagonizados por Ratinho, exemplificando com a recente investida contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Naquela oportunidade, ele contestou a gestão da Comissão da Mulher por uma pessoa trans. “Ela não é mulher, ela é trans”, alegou.

“A liberdade de expressão não pode servir de salvo-conduto para a propagação de discursos de ódio, ainda mais quando transmitidos em rede nacional por uma emissora que opera mediante concessão pública”, sustenta Sâmia na petição.

Entre os pedidos ao MPF, Bomfim exige que o SBT e o apresentador respondam civilmente por danos morais coletivos; que se verifique a possível punição criminal do comunicador; que o canal veicule campanhas em defesa dos direitos humanos como medida reparadora; e que se investigue se o Governo Federal tem sido negligente na vigilância das emissoras de TV.