O cantor Ed Motta passou a ser investigado por injúria por preconceito após um episódio ocorrido em um restaurante da Zona Sul do Rio de Janeiro. O caso aconteceu no último dia 2 de maio e ganhou novos desdobramentos após depoimentos prestados por funcionários do estabelecimento às autoridades.
Segundo informações registradas na investigação, o artista deverá comparecer para prestar depoimento nesta terça-feira (12). Inicialmente, Ed Motta informou que estava viajando quando foi intimado pela polícia.
De acordo com relatos apresentados pelos funcionários do Restaurante Grado, a discussão começou após um desentendimento envolvendo a cobrança da chamada taxa de rolha, valor cobrado quando clientes levam bebidas ao local.
Um dos barmans afirmou em depoimento que o cantor costumava frequentar o restaurante sozinho ou acompanhado da esposa sem que a cobrança fosse aplicada. Desta vez, porém, como o grupo reunia mais pessoas na mesa, a taxa teria sido incluída na conta, o que teria provocado irritação no artista.
Ainda conforme o relato do funcionário, durante a discussão o cantor teria feito declarações consideradas xenofóbicas. Segundo o depoimento apresentado à polícia, Ed Motta teria dito: “Vai tomar no c* seu filho da put* paraíba”, além de outras frases ofensivas direcionadas ao funcionário.
O caso ganhou ainda mais repercussão após testemunhas afirmarem que um dos homens que acompanhavam o cantor, identificado como Nicholas Guedes Coppim, também teria constrangido o funcionário durante a confusão. De acordo com o depoimento, ele teria perguntado em tom irônico: “Você gosta de mulher?”.
Os relatos apontam ainda que, na sequência, o cantor continuou com os ataques verbais. Segundo o funcionário, Ed Motta teria afirmado: “Olha, o babaca está rindo. Nunca vi esse babaca rindo. Está sempre de mal com a vida, esse paraíba”.
O barman também declarou que, antes de deixar o local, o artista colocou uma taça de vinho sobre o balcão e disse: “Vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíbas”.
A investigação segue em andamento. O crime de injúria por preconceito prevê pena de reclusão de um a três anos, além de multa, conforme a legislação brasileira.