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Líder do PSD, Gilberto Kassab, defende Tarcísio como melhor candidato que do que Flávio para à Presidência
O dirigente partidário enfatizou a destreza demonstrada por Tarcísio ao conquistar o Palácio dos Bandeirantes, reforçando que, embora houvesse entusiasmo do PSD por sua candidatura nacional, o martelo foi batido pelo próprio governador
12/05/2026 10h05
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: UOL
Tarcísio de Freitas e Gilberto Kassab - Reprodução: Redes Sociais

Em participação no programa Frente a Frente, do Canal UOL, Gilberto Kassab, líder do PSD, traçou um comparativo sobre o potencial político nas urnas para 2026. Segundo sua análise, o atual governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), detém um vigor eleitoral superior ao de figuras como Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) na corrida pelo Planalto.

O dirigente partidário enfatizou a destreza demonstrada por Tarcísio ao conquistar o Palácio dos Bandeirantes, reforçando que, embora houvesse entusiasmo do PSD por sua candidatura nacional, o martelo foi batido pelo próprio governador.

"Não há nenhuma decepção [com Tarcísio]. Frustração sim, porque eu sempre achei que o Tarcísio poderia ser candidato e seria um forte candidato. Sem dúvida nenhuma [é melhor do que Flávio Bolsonaro] e melhor do que o Caiado", declarou.

Mesmo colocando Tarcísio em um patamar diferenciado, Kassab reafirmou o compromisso atual com o governador de Goiás, destacando suas qualidades para o momento do país:

"Eu falo isso porque o Caiado é o nosso candidato hoje. Acho que ele pode ganhar a eleição. Comparando o Caiado ao Flávio Bolsonaro e ao presidente Lula, o Caiado é melhor. Ele representa hoje o equilíbrio e a pacificação do país", salientou.

Sobre a recusa de Tarcísio em disputar a presidência neste ano, Kassab demonstrou pragmatismo:

"O Tarcísio, por 'n' motivos, eu respeitei, porque afinal de contas a decisão era dele. Ele é governador de São Paulo e declinou, então não houve decepção nenhuma."

A Habilidade em São Paulo e o Protagonismo Regional

Para o presidente do PSD, o êxito de Freitas no maior colégio eleitoral do Brasil não foi obra do acaso, mas sim fruto de uma condução política astuta, especialmente na reta final do pleito estadual.

"Ele tem se mostrado uma pessoa hábil na gestão e na política ao se eleger o governador de São Paulo. Os votos não eram dele. Mas ele teve a habilidade de captá-los. Se ele tivesse errado, não teria captado os votos. Tanto é que no segundo turno, o Tarcísio, em São Paulo, foi muito mais protagonista do que o presidente Bolsonaro".

Kassab fez questão de esclarecer que o PSD estava pronto para marchar ao lado do governador, baseando-se em um consenso interno da legenda, mas que jamais houve imposição.

"Eu não fiz diagnóstico nenhum. O que eu sempre disse é que o PSD apoiaria o Tarcísio se ele fosse candidato. Eu nunca cheguei para ele e falei, 'Tarcísio, seja candidato'. É uma decisão dele. E é público, vocês mesmos repercutiram várias vezes essa minha manifestação porque eu havia consultado o partido".

Ele concluiu explicando a transição de apoio do partido:

"Eu sou uma pessoa de partido. Respeito às bases, e o partido havia dado uma sinalização positiva de que se Tarcísio fosse o candidato, nós o apoiaríamos, ponto. Quando ele não foi, nós rumamos para outro".

Judiciário e indicações ao STF

Por fim, o ex-prefeito de São Paulo comentou a escolha do governo federal para a Suprema Corte e os debates sobre novas regras para o tribunal, minimizando possíveis tensões.

"O presidente Lula encaminhou um bom nome. O Messias é uma pessoa com conhecimento jurídico, com experiência. Eu espero que em breve aprovemos essa lei de idade mínima [para ministros do STF]. Ele não teria esse pré-requisito, mas ele tem hoje. Ele só não fez a avaliação certa de que pudesse ganhar e perdeu, mas ficou nisso. Não vejo nenhuma crise nisso, não".