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Sem provas, Ricardo Salles acusa líder do PL de roubar Ministério dos Transportes
O congressista foi além, sugerindo que o histórico do PL na pasta de infraestrutura foi o principal obstáculo para que Tarcísio aceitasse ingressar na legenda em 2022
12/05/2026 10h48 Atualizada há 4 meses
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Ricardo Salles e Valdemar Costa Neto - Reprodução: Vinícius Schmidt/Metrópoles e Luis Nova/Especial Metrópoles

O cenário político ganhou novos pontos de tensão após o deputado Ricardo Salles (Novo-SP) disparar ataques diretos contra Valdemar Costa Neto, mandatário do Partido Liberal (PL). Em pauta está supostos esquemas ilícitos que teriam ocorrido no Ministério dos Transportes e no DNIT. Embora as declarações sejam contundentes, o parlamentar não exibiu provas que sustentem o que foi dito.

Durante sua participação no podcast IronTalks na última sexta-feira (8), Salles resgatou o período em que Tarcísio de Freitas, atual governador paulista, atuou sob o governo Dilma (2011-2015). Para o deputado, a missão de Tarcísio naquela época era fazer uma "faxina" nas práticas ilegais atribuídas ao grupo de Valdemar.

“Deixa eu contar uma história para você. Quando o Tarcísio trabalhava com a Dilma, ele entrou no DNIT para fazer uma faxina na corrupção. Quem fazia a corrupção do DNIT no Ministério dos Transportes? O PL do senhor Valdemar. A turma do Valdemar é que roubava no Ministério dos Transportes e no DNIT. O Tarcísio foi lá fez uma limpa. Tanto que foram vários presos, né?”, disparou Salles.

O congressista foi além, sugerindo que o histórico do PL na pasta de infraestrutura foi o principal obstáculo para que Tarcísio aceitasse ingressar na legenda em 2022. Salles reproduziu o que seria o posicionamento do governador na ocasião:

“Quando ele [Tarcísio] vem para ser candidato em 2022 aqui em São Paulo, ele fala: ‘No PL eu não vou me filiar, porque eu conheço essa turma. Eu sei o que eles faziam no ministério. Eu sei o que eles fizeram no verão passado. Eu sei o que eles fizeram no Ministério dos Transportes e no DNIT. Não me filio com esse pessoal’”.

Vale ressaltar que a influência do PL (e do antigo PR) na pasta é antiga: entre 2003 e 2018, atravessando as gestões de Lula, Dilma e Temer, seis nomes ligados à sigla comandaram o Ministério dos Transportes.

Reação e Desdobramentos

A resposta da cúpula do PL foi imediata e agressiva. Valdemar Costa Neto garantiu à CNN que o caso será levado aos tribunais, desafiando a postura do ex-ministro do Meio Ambiente.

“Vou processá-lo. Vamos ver se vai ser homem e confirmar o que falou”, rebateu o dirigente partidário.

Até o momento, as representações oficiais do PL e do governo de São Paulo não emitiram notas sobre o episódio, permanecendo em silêncio diante dos questionamentos da imprensa.