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Ciro Nogueira reage às acusações sobre Master e representará emenda do FGC
Para justificar a origem de seus bens, Nogueira mencionou as companhias estabelecidas por seu pai e recordou que já foi “vítima de ataques em ano eleitoral” em outras ocasiões. Segundo ele, “essa tática não funcionou em 2018 e não vai funcionar agora”
12/05/2026 11h53 Atualizada há 4 meses
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Ciro Nogueira - Reprodução: Pedro França/Agência Senado

O parlamentar Ciro Nogueira (PP-PI), utilizou suas redes sociais para contestar veementemente as denúncias de que teria aceitado repasses financeiros de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em contrapartida aos benefícios legislativos. Através de um pronunciamento em vídeo, o congressista proclamou sua idoneidade.

Para justificar a origem de seus bens, Nogueira mencionou as companhias estabelecidas por seu pai e recordou que já foi “vítima de ataques em ano eleitoral” em outras ocasiões. Segundo ele, “essa tática não funcionou em 2018 e não vai funcionar agora”.

O dirigente do Progressistas também justificou seu desempenho no Senado, refutando a tese de que a sugestão de modificação na PEC, que visava ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, tenha sido uma cópia fiel de material externo.

“Vamos falar sobre a famosa ‘Emenda Master’, que corrige o Fundo Garantidor. Primeiro ponto: é mentira que essa emenda foi publicada na íntegra conforme foi recebida. Este fundo é privado, os bancos que o financiam. Até hoje ninguém veio a público explicar poque esse fundo não é corrigido há 13 anos longos anos“, argumentou o senador.

Nogueira defendeu que a derrubada da proposta favorece apenas as grandes instituições financeiras, questionando: “O fundo garante quem? Os bancos? Não. Os correntistas. Pessoas que têm poupança de uma vida toda”.

Retorno da pauta ao Legislativo

O senador piauiense pontuou que o valor do fundo está defasado frente à evolução da taxa Selic. Diante disso, assegurou que protocolará a medida novamente para nova rodada de votação, tentando desvincular o tema de qualquer instituição específica.

“Tomei a decisão de apresentar agora a emenda corrigindo o valor do FGC, que pela Selic deveria estar acima de R$ 800 mil. Agora não existe mais Banco Master. Quero ver qual é a desculpa que os grandes bancos vão usar para negar esta proteção aos correntistas brasileiros”, disparou.

Atualmente, o FGC atua como uma rede de segurança para investidores e depositantes se um banco falir. A sugestão de Ciro foi originalmente inserida na PEC nº 65/2023, projeto que busca reformular a estrutura do Banco Central (BC).

O pano de fundo das apurações

A Polícia Federal conduz diligências que sugerem um caminho diferente para a emenda: o texto teria sido formulado por consultores do Banco Master, enviado ao sócio Daniel Vorcaro por André Kruschewsky (ex-diretor da instituição) e, finalmente, entregue fisicamente em um envelope na residência oficial de Nogueira. O senador nega categoricamente qualquer irregularidade no processo.

 

 
 
 
 
 
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