A trajetória de Donald Trump na Casa Branca enfrenta seu momento de maior desgaste desde o início do mandato, em fevereiro de 2025. Conforme novos dados revelados pelo instituto AtlasIntel, 60% dos norte-americanos classificam a atuação do republicano como ruim ou péssima.
Ao questionar diretamente: “Como você avalia a performance de Donald Trump como presidente?”, a pesquisa obteve uma resposta positiva (bom ou excelente) de apenas 37,2% dos entrevistados. Uma parcela mínima de 2,7% define o governo como “regular”.
O estudo estatístico foi conduzido de forma virtual entre os dias 4 e 7 de maio, consultando 2.069 indivíduos por meio da metodologia proprietária Atlas RDR (Recrutamento Digital Aleatório). O levantamento possui um índice de confiança de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais.
O descontentamento se reflete também na métrica de aprovação direta: 59,8% da população desaprova o trabalho do presidente, superando o recorde negativo anterior de dezembro de 2025 (59,6%). Atualmente, apenas 39,5% dão o aval à sua administração.
A resistência ao nome de Trump é mais acentuada em grupos específicos:
Gênero: Homens rejeitam mais (62,8%) do que mulheres (57,1%).
Idade: A geração jovem (18 a 29 anos) apresenta uma rejeição massiva de 87,6%.
Renda: 65,2% daqueles que recebem menos de US$ 50 mil anuais são críticos ao governo.
Etnia: A comunidade negra lidera a oposição étnica com 69,9% de rejeição.
O pessimismo econômico parece ser o combustível principal para a queda de popularidade. Quando os cidadãos apontam o maior dilema atual do país, a inflação e a alta no custo de vida surgem no topo, com 46,8%.
Outras preocupações relevantes citadas foram:
Saúde financeira do país e o setor de empregos (41,1%).
Proteção das instituições democráticas (38,3%).
Questões migratórias (33,6%).
Acesso a cuidados médicos (29,3%).
Sobre a condução econômica específica de Trump, a avaliação é severa: 60% definem sua gestão na área como “ruim ou terrível”, contrastando com 38% que a veem como “bom ou excelente”.
A política mais criticada até agora envolve a autonomia monetária; a pressão sobre o presidente do Banco Central dos EUA (Fed) para reduzir as taxas de juros é vista como um equívoco por 54% dos americanos, enquanto apenas 32% enxergam êxito na medida.
Por outro lado, o tema que gera maior equilíbrio de opiniões é a agenda de costumes. O reconhecimento federal da existência de apenas dois gêneros, masculino e feminino divide o país exatamente ao meio: 47% apoiam a decisão como um sucesso e outros 47% a apontam como um erro.