A Justiça Federal determinou nesta quarta-feira (13) a soltura dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, investigados na Operação Narcofluxo, conduzida pela Polícia Federal. Os artistas haviam sido presos sob suspeita de participação em um esquema milionário de lavagem de dinheiro relacionado a apostas ilegais e tráfico internacional de drogas.
A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que aceitou o pedido das defesas para estender aos funkeiros o mesmo habeas corpus já concedido ao empresário Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”. Ele é apontado como ligado à produtora Love Funk e também é alvo das investigações.
Apesar da liberdade concedida, MC Ryan SP e MC Poze do Rodo terão de seguir uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre as determinações estão a obrigação de informar endereço atualizado em até 10 dias, comparecer a todos os atos do processo e não se ausentar da cidade onde moram por mais de cinco dias sem autorização judicial.
Os artistas também deverão se apresentar mensalmente à Justiça para comprovar suas atividades profissionais e permanecem proibidos de deixar o país sem autorização. Caso possuam passaporte, os documentos terão de ser entregues às autoridades.
A Operação Narcofluxo foi deflagrada pela Polícia Federal em abril deste ano e investiga um suposto esquema que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão. Segundo as apurações, o grupo utilizaria empresas de fachada e “laranjas” para ocultar recursos provenientes de apostas ilegais e tráfico internacional de drogas.
Além dos funkeiros, o influenciador Chrys D e Raphael Sousa Oliveira, apontado como criador da página Choquei, também foram presos durante a operação. A página soma mais de 27 milhões de seguidores nas redes sociais.