Notícias Prisão revogada
Dono da “Choquei” tem prisão revogada pela Justiça Federal durante desdobramentos da Operação Narco Fluxo
A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e ocorre no mesmo dia de MC Ryan SP e Poze do Rodo
14/05/2026 08h39
Por: Rahabe Gabriela
Dono da “Choquei” tem prisão revogada pela Justiça Federal durante desdobramentos da Operação Narco Fluxo / Reprodução Instagram

A Justiça Federal revogou nesta quarta-feira (13) a prisão de Raphael Sousa Oliveira, apontado como dono da página Choquei, durante os desdobramentos da Operação Narco Fluxo. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e ocorre no mesmo dia em que outros investigados, como MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e o influenciador Chrys Dias, também deixaram a prisão.

De acordo com a defesa do empresário, o tribunal entendeu que não há elementos concretos que justifiquem a continuidade da prisão preventiva. Os advogados sustentam ainda que Raphael não ocupa posição de liderança, coordenação ou controle financeiro dentro da suposta organização investigada pela Polícia Federal.

Segundo a defesa, o envolvimento do influenciador no caso estaria restrito à prestação de serviços publicitários remunerados, realizados dentro de suas atividades profissionais nas redes sociais.

“A revogação da prisão restabelece a liberdade de Raphael e reafirma a importância do devido processo legal, da presunção de inocência e das garantias constitucionais”, declarou a defesa em nota divulgada nas redes sociais.

Operação Narco Fluxo investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais e tráfico internacional de drogas

Durante depoimento prestado à Polícia Federal, Raphael Sousa afirmou que fatura aproximadamente R$ 400 mil por mês com a página Choquei. O perfil principal acumula cerca de 27,1 milhões de seguidores, além de uma conta reserva com 5 milhões e do perfil pessoal do empresário, que soma mais de 1,4 milhão de seguidores.

A Operação Narco Fluxo investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais e tráfico internacional de drogas. As apurações apontam movimentações bilionárias envolvendo empresas de fachada e uso de “laranjas”.