A jornalista Leilane Neubarth surpreendeu ao falar abertamente sobre a descoberta da atração por mulheres na maturidade. Aos 67 anos, a apresentadora da GloboNews participou do podcast “Tantos Tempos” e relembrou como decidiu assumir publicamente o relacionamento com a arquiteta e iluminadora Mari Pitta.
Durante a entrevista, Leilane fez questão de afastar a ideia de que teria agido com “coragem” ao expor sua vida pessoal. Segundo ela, viver o romance de maneira transparente aconteceu naturalmente.
“Eu não sou corajosa”, afirmou. “Quando eu descobri que tinha interesse e atração por mulheres, fui experimentar e vi que gostava, não tinha por que me esconder. Eu pago minhas contas, cuido da minha vida, sou dona do meu nariz desde os 19 anos, então não vou viver aos 50 escondida”, declarou.
A comunicadora também aproveitou o bate-papo para rebater interpretações de que sua descoberta afetiva significaria infelicidade nos antigos relacionamentos com homens. Leilane contou que viveu relações verdadeiras e marcadas por amor.
“Deixa eu deixar bem claro: não, gente, eu não era infeliz. Eu gostava muito, amava meu marido verdadeiramente e amava minha vida. Eu não tenho nada contra homem. Só que eu não conhecia outra coisinha maravilhosa que, de repente, aos 50 anos, descobri”, disse.
Outro momento que chamou atenção na conversa foi quando a jornalista relembrou a reação dos filhos ao revelar que estava apaixonada por uma mulher. Segundo Leilane, tudo aconteceu após um período difícil vivido depois do fim de seu segundo casamento, que durou 22 anos.
“Eu vinha de uma separação com o meu segundo marido, com quem vivi casada por 22 anos. Estava numa fase triste e, de repente, meus filhos começaram a me ver muito feliz. Aí teve um dia que eu falei: ‘Senta aqui, mamãe vai contar por que está feliz’. E disse que estava apaixonada por uma moça”, contou.
A apresentadora revelou que a resposta dos filhos foi marcada pelo acolhimento e respeito. “O mais velho nem ligou, falou que está tudo bem”, relatou. Já o filho caçula precisou de mais tempo para processar a novidade. “Dois dias depois, ele me ligou e disse que, se era o que me fazia feliz, estava tudo bem para ele”, relembrou.