O pré-candidato ao Palácio do Planalto, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), renovou suas queixas contra a conduta do magistrado Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na quarta-feira (13). Na visão do parlamentar, o ministro tem extrapolado o que seria o “limite do bom senso".
Ao deixar o edifício-sede da Suprema Corte, após uma audiência com o ministro Edson Fachin, o senador disparou: “Ele [Moraes] tem cometido muitas injustiças e ultrapassado o limite do bom senso, do razoável e, principalmente, da Constituição. Espero que o ministro Alexandre de Moraes volte a ser uma pessoa que respeite a Constituição e deixe de usar sua caneta para perseguição política”.
Indagado sobre a possibilidade de uma convivência institucional com Moraes, caso ambos ocupem as presidências dos respectivos Poderes no próximo ano, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro garantiu estar aberto ao diálogo. Ele aproveitou para traçar uma linha de distinção entre sua postura e a de seu genitor.
“O presidente Bolsonaro às vezes reagia mais a provocações, muitas vezes da imprensa. Era coisa dele. O meu perfil é mais de vir e conversar”, explicou. Flávio reiterou que sua principal fonte de “indignado” são os “excessos” judiciais.
O comparecimento de Flávio ao STF teve como propósito uama audiência com o atual presidente da Corte, Edson Fachin. Segundo o pré-candidato, o encontro foi uma oportunidade de apresentar suas diretrizes de governo e suas intenções para a nação, caso saia vitorioso das urnas em outubro.
“Foi apenas para mostrar que eu sou pré-candidato e que quero paz para fazer o melhor, olhar para os problemas do Brasil. Foi uma conversa bastante amistosa e fiquei com uma excelente impressão dele”, relatou o senador.
Apesar das especulações, o parlamentar assegurou que não discutiu com Fachin processos que tramitam no Tribunal, como a polêmica Lei da Dosimetria, medida que pode atenuar a punição de envolvidos na tentativa de golpe democrático e favorecer seu pai.
No último sábado (9), Moraes interrompeu as solicitações iniciais baseadas nessa legislação, o que gerou forte insatisfação nos quadros da direita. Na ocasião, Flávio classificou a decisão como uma "canetada monocrática", afirmando que, devido a tais atos, a reputação da Justiça brasileira "está na lata do lixo".