A modelo e cantora Paris Jackson conquistou uma importante vitória judicial em uma disputa envolvendo a administração da fortuna deixada por Michael Jackson. Segundo informações divulgadas pela revista People, a Justiça determinou que US$ 625 mil,valor equivalente a mais de R$ 3 milhões, retornem ao espólio do artista após pagamentos considerados irregulares a escritórios de advocacia.
A ação movida por Paris questionava bônus autorizados pelos administradores da herança do Rei do Pop, John Branca e John McClain. De acordo com a filha do cantor, os valores pagos a advogados terceirizados não apresentavam justificativas adequadas nem autorização formal dos beneficiários do patrimônio.
Na decisão, o tribunal aceitou os argumentos apresentados por Paris Jackson e determinou que os pagamentos feitos no segundo semestre de 2018 sejam devolvidos ao patrimônio de Michael Jackson.
Além disso, a sentença estabeleceu novas regras para futuros pagamentos extras destinados a advogados ligados ao espólio. A partir de agora, bônus e valores adicionais só poderão ser liberados mediante autorização judicial ou consentimento oficial dos herdeiros.
A disputa representa mais um capítulo da longa batalha envolvendo a gestão da herança bilionária deixada pelo cantor após sua morte, em 2009. Atualmente, o espólio de Michael Jackson está avaliado em cerca de US$ 788 milhões, valor que ultrapassa R$ 3,9 bilhões.
Além de Paris, os irmãos Prince Jackson e Bigi Jackson também aparecem como beneficiários da fortuna do artista. Em nota enviada à revista People, representantes de Paris Jackson afirmaram que a decisão representa uma vitória importante em defesa da transparência financeira da família Jackson.
“O espólio de Jackson deve ser uma entidade prudente e fiscalmente responsável que apoia a família Jackson não um caixa dois para ajudar John Branca a viver suas fantasias de magnata de Hollywood”, afirmou o porta-voz da artista.
Já os representantes de John Branca e John McClain disseram discordar da decisão judicial, mas informaram que irão cumprir a determinação. Eles também reforçaram que nenhum dos valores questionados teria sido destinado diretamente aos administradores do espólio.