Vera Fischer segue chamando atenção pela franqueza ao falar sobre temas ainda cercados de tabu, como sexualidade na terceira idade. Em entrevista à revista Marie Claire, a atriz abriu o jogo sobre como sua relação com o sexo mudou ao longo do tempo. Segundo ela, o desejo e a forma de viver o prazer passaram por transformações naturais com a maturidade.
No passado, Vera chegou a definir sua lista de prazeres como “ouvir música, ler, conversar e transar”. Hoje, aos 74 anos, a visão é diferente. Ao ser questionada sobre o que mantém atualmente em sua rotina, ela respondeu com sinceridade:
“Todas essas aí, menos transar [risos]. Eu já namorei muito, casei duas vezes, tive dois filhos, namorei depois dos casamentos. Chega uma certa hora em que a solitude ajuda. E tem o seguinte: ninguém conhece nosso corpo melhor do que nós mesmas”, afirmou.
A atriz também defendeu a liberdade feminina para falar sobre masturbação e prazer individual sem constrangimentos: “Por que não podemos falar alto sobre masturbação? Podemos sim! É uma coisa que me dá muito prazer. Minha imaginação é muito fértil, imagino milhares de coisas para ficar excitada. E penso coisas que... Ah, os homens vão pirar se eu falar isso porque... Ah, não, não posso falar, mas eu tenho ideias muito loucas”.
Ainda durante a conversa, Vera Fischer comentou sobre o modo como vive o flerte na atual fase da vida, destacando que prefere interações mais sutis e espontâneas, longe das redes sociais ou abordagens convencionais.
“Às vezes, quando estou em um restaurante, gosto de flertar. Teve um dia em São Paulo que vi um rapaz mais jovem me olhando. Pensei: ‘Pronto, vem pedir autógrafo’. Não. Ele ficou me olhando e eu olhando para ele. Era uma paquera! É gostoso paquerar assim, fica uma coisa meio na imaginação. É legal, eu gosto”, contou a atriz.