Notícias Política
Ronaldo Caiado detona Lula por plano contra crime organizado: “Cara de pau”
Em seu perfil no Instagram, o antigo governador goiano rotulou Lula como “cara de pau” e colocou sob suspeita a conveniência do anúncio, feito nas vésperas do período eleitoral
15/05/2026 13h59
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Ronaldo Caiado - Reprodução: Lula Marques/Agência Brasil

O pré-candidato ao Palácio do Planalto, Ronaldo Caiado (PSD-GO), teceu duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a apresentação do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, ocorrida na última terça-feira (12).

Em seu perfil no Instagram, o antigo governador goiano rotulou Lula como “cara de pau” e colocou sob suspeita a conveniência do anúncio, feito nas vésperas do período eleitoral. “Diz ele que agora vai resolver o problema do crime 5 meses antes de terminar o seu governo”, disparou Caiado.

A iniciativa federal prevê um aporte total de R$ 11,1 bilhões, sendo R$ 1,065 bilhão provenientes de verbas diretas da União e outros R$ 10 bilhões disponibilizados via BNDES como crédito para governos estaduais e prefeituras. O programa, que visa consolidar uma estratégia nacional para a área, surgiu em meio aos debates sobre a PEC da Segurança Pública e é visto como um desdobramento da lei antifacção.

Caiado reprovou veementemente a oferta de empréstimos, classificando a medida como uma espécie de “agiotagem” da gestão federal, que resultaria no endividamento de Estados e municípios.

“É hora de você não cair mais nessa mentira e nessa ilusão que está sendo vendida por quem, a vida toda, foi complacente e conivente com o crime organizado no Brasil e com a corrupção”, bradou o pré-candidato.

Histórico de Divergências

Esta não é a primeira vez que o político goiano confronta as diretrizes do Planalto para o setor. Em dezembro, ele já havia definido a PEC da Segurança Pública como “um presente para facções criminosas”. Na visão de Caiado, o texto reduz a autonomia dos Estados e centraliza excessivamente as prerrogativas na União, uma combinação que, segundo ele, pavimenta o caminho para o fortalecimento do crime organizado em território nacional.