Um novo levantamento estatístico do Datafolha, publicado no sábado (16), revela que a esmagadora maioria dos cidadãos do país não demonstra qualquer frustração com as escolhas que fez nas urnas na última disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). De acordo com os dados apresentados, esse sentimento de convicção abrange 91% do eleitorado nacional.
A sondagem colheu a opinião de 2.004 indivíduos com idade a partir de 16 anos, cobrindo o território nacional nos dias 12 e 13 de maio. A pesquisa opera com um índice de confiabilidade de 95%, sob uma variação estimada em dois pontos percentuais, para cima ou para baixo. O protocolo de registro junto à Justiça Eleitoral está sob a identificação BR-00290/2026.
Quando confrontados com o questionamento “Você se arrependeu ou não do seu voto para presidente em 2022?”, os entrevistados responderam da seguinte forma:
Não: 91% (estável)
Sim: 8% (queda de 2 pontos)
Analisando especificamente o grupo que garantiu a vitória do atual chefe do Executivo na etapa final do pleito passado, ocasião em que o petista superou o rival com 50,9% dos votos válidos, a taxa de fidelidade fica ligeiramente abaixo da média geral, mas exibe melhora. Frente ao balanço do mês anterior, o contingente que ratifica a escolha inicial cresceu dois pontos.
Não se arrependeu: 89% (+2)
Se arrependeu: 11% (-2)
Não sabem: 1% (estável)
No lado oposto do espectro político, o índice de satisfação com o voto chega a 94% entre os apoiadores do ex-mandatário conservador. O patamar repete o desempenho observado na coleta de abril, consolidando o avanço em relação a março, período em que a métrica registrava 91%.
Não se arrependeu: 94% (estável)
Se arrependeu: 6% (estável)
Não sabem: 0% (estável)
Essa rigidez nas posições ideológicas se reflete de forma direta nas projeções para a próxima sucessão presidencial. No desenho atual das forças políticas, o atual presidente encontra seu principal contraponto eleitoral no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), herdeiro político do ex-capitão.
Os dados mais recentes do instituto mostram que a divisão do país permanece intacta: em uma projeção de embate direto em segundo turno, os dois aparecem em igualdade numérica com 45% da preferência popular. O grupo que rejeita ambas as alternativas, declarando voto em branco ou nulo, soma 9%, enquanto os indecisos representam 1%.