Notícias Ligação criminosa?
Marcola e Deolane: entenda o que liga o chefão do PCC à influenciadora presa em investigação
Polícia afirma ter encontrado movimentações financeiras, depósitos fracionados e contas ligadas à advogada em material apreendido durante operação
21/05/2026 19h13
Por: Mateus Pereira Fonte: NSC Total
Fotos: Reprodução | Leco Viana/The News 2 e Estadão

A prisão de Deolane Bezerra nesta quinta-feira (21) colocou novamente no centro das atenções o nome de Marcola, apontado pelas autoridades como chefe máximo do PCC. Segundo o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil de São Paulo, o elo entre a influenciadora e o grupo investigado surgiu a partir da análise de celulares apreendidos durante operações anteriores.

Os investigadores afirmam ter encontrado imagens de depósitos e movimentações financeiras destinadas a contas ligadas a Deolane. De acordo com a investigação, os registros estavam em aparelhos atribuídos a Ciro Cesar Lemos, apontado como homem de confiança de Marcola dentro da estrutura financeira investigada.

A polícia sustenta que os valores saíam de uma empresa apontada como fachada para lavagem de dinheiro: a transportadora Lopes Lemos Transportes. Segundo os investigadores, o dinheiro seria distribuído através de contas indicadas por operadores do esquema.

🚨💣 De agora no #CentralDeNotícias, com Amanda Klein, no #SBTNews:

- Deolane Bezerra estava na lista vermelha da Interpol e seria presa na Itália, caso não voltasse ao Brasil;

- A influenciadora será transferida para uma penitenciária feminina em Presidente Prudente (SP);

- A… pic.twitter.com/ogWXe1yLqW

— Silvinho (@silvinhotv) May 21, 2026

Além de Deolane Bezerra, a investigação também cita Everton de Souza, preso na mesma operação e apontado como um dos responsáveis pelas movimentações financeiras.

Os documentos analisados pela polícia indicam que, entre 2018 e 2021, Deolane recebeu mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil. Segundo os investigadores, esse tipo de operação é frequentemente utilizado para dificultar o rastreamento bancário.

Outro ponto considerado suspeito envolve aproximadamente R$ 716 mil enviados para empresas ligadas à influenciadora. De acordo com o Ministério Público, os recursos teriam sido transferidos por uma empresa registrada em nome de um homem da Bahia com renda compatível a apenas um salário mínimo.

A investigação afirma que não foram encontrados contratos, pagamentos ou operações comerciais que justificassem os créditos recebidos. Com base nos indícios reunidos, a Justiça autorizou o bloqueio de cerca de R$ 27 milhões vinculados à influenciadora.

A operação também teve como alvo familiares de Marcola e pessoas apontadas como integrantes do núcleo financeiro do esquema investigado.