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Filho de Deolane movimentava milhões em suas contas, revela investigações
Os órgãos de controle detalharam que, no decorrer de 2023, o criador de conteúdo digital movimentou acima de R$ 6 milhões em suas contas correntes, montante totalmente discrepante dos ganhos oficiais informados por ele naquele mesmo ano, que somaram R$ 32,9 mil
22/05/2026 10h57
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Redes Sociais

A ofensiva deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), em ação conjunta com a Polícia Civil paulista, que resultou na detenção de Deolane Bezerra na quinta-feira (21), mirou também o núcleo familiar da advogada. Os agentes realizaram ordens de busca e apreensão direcionadas a Giliard Vidal dos Santos, herdeiro da criadora de conteúdo.

Os relatórios da apuração indicam que o jovem, desprovido de registros formais de emprego ou de empreendimentos em seu nome, realizou transações bancárias que superaram a cifra de R$ 11 milhões em um intervalo de menos de dois anos, englobando o período entre julho de 2022 e maio de 2024.

Os órgãos de controle detalharam que, no decorrer de 2023, o criador de conteúdo digital movimentou acima de R$ 6 milhões em suas contas correntes, montante totalmente discrepante dos ganhos oficiais informados por ele naquele mesmo ano, que somaram R$ 32,9 mil.

Mecanismo de distribuição de valores

A análise minuciosa dos extratos bancários de Giliard apontou indícios de que o fluxo de capitais reproduz um modelo clássico de “ocultação, dissimulação e pulverização de capitais, frequentemente associados a operações de lavagem de dinheiro”.

O corpo de investigadores identificou uma fragmentação suspeita nos repasses: uma quantia superior a R$ 366 mil pertencente ao jovem acabou sendo fracionada e enviada para 473 indivíduos diferentes. Essas transferências chamaram a atenção pelos valores oscilarem drasticamente, variando de quantias na casa dos R$ 5 mil até depósitos irrisórios de R$ 0,18.

Diante desse cenário, a inteligência policial trabalha com a tese de que os canais bancários do investigado operavam como um “canal de dispersão”.

Nessa engrenagem financeira, as contas do jovem atuariam como uma espécie de “ponte” (conhecido como “laranja”). O objetivo dessa estrutura seria dificultar o rastreamento dos recursos pelas autoridades de fiscalização.