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Entenda a decisão dos EUA que autorizou citação de Moraes em processo no exterior
O ato judicial viabiliza o prosseguimento da causa, superando um longo período de tentativas infrutíferas de citação através dos canais diplomáticos estipulados pelo Tratado de Haia
25/05/2026 10h14
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: CNN Brasil
Reprodução: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Uma magistrada da Corte Distrital da Flórida, nos Estados Unidos, concedeu permissão para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, seja notificado via correio eletrônico em um processo movido pela Rumble e pela Trump Media & Technology Group, organização associada ao presidente Donald Trump e proprietária da rede social Truth Social.

O ato judicial viabiliza o prosseguimento da causa, superando um longo período de tentativas infrutíferas de citação através dos canais diplomáticos estipulados pelo Tratado de Haia. É importante ressaltar que a sentença não adentra o conteúdo das alegações contra o magistrado brasileiro; ela se restringe a autorizar a comunicação por meio virtual e a garantir a confidencialidade de certos arquivos na ação.

O conflito, que escalou para o cenário global, já gerou desdobramentos significativos no território brasileiro. Até o momento, o gabinete de Moraes não emitiu comentários a respeito da deliberação norte-americana, segundo CNN Brasil.

Resumo dos Pontos Principais

Diante desse cenário, a juíza pontuou que o tratado internacional não veta de modo explícito a citação eletrônica e fundamentou sua decisão em jurisprudências anteriores que validaram esse formato para réus brasileiros. A Corte reconheceu os esforços das empresas em contatar o ministro e validou os endereços de e-mail do STF como canais operacionais.

Com o novo despacho, Rumble e Trump Media possuem um prazo de 30 dias para formalizar a citação nos correios eletrônicos do gabinete e apresentar o devido comprovante. Caso não haja manifestação ou pedido de dilação de prazo por parte do ministro, os demandantes poderão requerer a revelia, um dispositivo processual que permite o trâmite do feito mesmo à revelia da parte contrária. Vale notar que isso não configura veredito ou condenação antecipada, apenas permite que a fase instrutória do processo nos EUA siga seu curso. Por fim, a juíza manteve o segredo de Justiça sobre documentos que contêm ordens judiciais emitidas no Brasil.