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Defesa nega elo de Deolane com PCC e expõe detalhes dos relatórios financeiros da influenciadora
Material divulgado pela equipe jurídica afirma que influenciadora ainda não foi denunciada pelo Ministério Público e contesta supostas movimentações financeiras atribuídas ao inquérito
26/05/2026 07h17
Por: Rahabe Gabriela
Defesa de Deolane nega elo com PCC e rebate acusações após prisão da influenciadora / Reprodução Instagram

A defesa de Deolane Bezerra divulgou um posicionamento oficial após a prisão da influenciadora durante a Operação Vérnix, realizada na última quinta-feira (21). No documento, os advogados tentam desmontar pontos centrais da investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

Segundo a equipe jurídica, Deolane ainda não foi denunciada formalmente pelo Ministério Público e segue apenas na condição de investigada. Além disso, o material afirma que não existem provas de que a advogada tenha recebido dinheiro diretamente de uma transportadora apontada pela polícia como ligada à facção criminosa.

Defesa afirma que depósito não comprova lavagem de dinheiro

De acordo com o comunicado, o único valor citado diretamente no inquérito envolvendo Deolane seria um depósito de R$ 24,5 mil. A defesa sustenta que os comprovantes apresentados não identificam quem realizou a transferência nem a origem do dinheiro.

Os advogados argumentam que o valor teria sido enviado por um cliente da influenciadora relacionado à sua atuação na advocacia criminal. Por isso, afirmam que não existe comprovação de que ela soubesse de uma eventual origem ilícita da quantia.

O documento ainda destaca que relatórios financeiros apontam que cerca de 88% das entradas nas contas pessoais de Deolane vieram de empresas ligadas à própria influenciadora, principalmente negócios associados ao mercado de apostas esportivas e publicidade digital.

Ligação com Marcola é negada pela equipe jurídica

Outro ponto abordado pela defesa envolve a suposta relação da influenciadora com Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola.

Os advogados negam que Deolane tenha atuado diretamente para o líder da facção ou para o PCC. O material esclarece que ela prestou serviços jurídicos para Everton de Souza, conhecido como “Player”, citado na investigação como operador financeiro do esquema.

A defesa também reforça que a relação entre advogado e cliente é protegida por sigilo profissional e afirma que o próprio inquérito não classifica oficialmente Everton como integrante da organização criminosa.

Prisão preventiva é considerada “desproporcional”

No posicionamento, os advogados ainda afirmam que a prisão preventiva da influenciadora seria excessiva. Isso porque os fatos investigados teriam ocorrido entre 2018 e 2021, sem acontecimentos recentes que justificassem uma medida tão severa.

A equipe jurídica também argumenta que Deolane não foi intimada anteriormente para prestar esclarecimentos à polícia antes da operação. Além disso, os representantes da influenciadora negam rumores de que ela teria aberto dezenas de empresas para movimentar dinheiro. Segundo a nota, Deolane possuiria “no máximo seis ou sete empresas legítimas”.

Operação investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC

A prisão de Deolane aconteceu durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A ação investiga um suposto esquema de ocultação patrimonial ligado ao PCC.

Entre os alvos da operação aparecem parentes de Marcola, além de pessoas apontadas como responsáveis por movimentações financeiras suspeitas envolvendo empresas de fachada, transportadoras e contas de terceiros.

As autoridades afirmam ter identificado depósitos fracionados destinados às contas da influenciadora entre 2018 e 2021. Parte dessas transferências teria sido realizada por pessoas investigadas como possíveis “laranjas” do esquema.