O goiano Ronaldo Caiado, que participou nesta segunda-feira (25) de um encontro promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) em São Paulo, evitou ataques frontais ao senador Flávio Bolsonaro, ressaltando não ser “oportunista” e pregando a coesão da centro-direita contra o Partido dos Trabalhadores.
“Não sou oportunista. Não farei pré-julgamento. Mas o mais importante no Brasil, neste momento, é nós também não fazermos o jogo que o PT quer. Mantermos a centro-direita unida, consolidada, para derrotarmos o PT no segundo turno. Este é o objetivo”, afirmou à imprensa, sublinhando que aquele que avançar ao estágio final deverá contar com a adesão dos demais.
Caiado mencionou reiteradamente a “desordem institucional” no país, defendendo que a governabilidade dependerá da “estatura moral do próximo presidente da República”. Questionado sobre a moralidade de Flávio para o cargo, esquivou-se, dizendo que “essa decisão virá do eleitor” e pontuando que, até o momento, as justificativas apresentadas pelo senador “não foram convincentes”.
Ambos os pré-candidatos dedicaram parcelas de seus discursos a questionar o Supremo Tribunal Federal (STF). Caiado propôs que o tribunal adote mecanismos internos para afastar ministros sob suspeita. Zema defendeu a fixação de uma faixa etária mínima de 60 anos para novos integrantes, a vedação de decisões singulares em temas complexos e a instituição de uma lista tríplice via órgãos de classe para as futuras nomeações.
“Para que possamos desenvolver, avançar, o Supremo deveria ter essa condição de cortar na própria carne. Pouparia o País de um processo de crise”, argumentou Caiado. Zema completou: “O Supremo sempre foi um porto seguro, um poder moderador no Brasil no passado, mas de uns 15 anos para cá virou um incendiário”.