Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador goiano e postulante ao Palácio do Planalto, pediu pelo tratamento das organizações criminosas que operam na Amazônia sob a alcunha de terroristas. Na visão do político, tal tipificação facilitaria o auxílio global e permitiria um engajamento mais robusto dos militares no enfrentamento à expansão da criminalidade naquela área.
"A Amazônia brasileira é 100% comandada pelo Comando Vermelho e o PCC. Mais de 250 municípios hoje são 100% comandados pelo Comando Vermelho e pelo PCC. Muita gente diz 'Caiado, você vai implantar a tese do terrorismo?' Imediatamente.", pontuou.
O posicionamento foi proferido durante um evento organizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), realizado em São Paulo ontem (25).
Caso alcance a vitória eleitoral, o pré-candidato garantiu que encaminhará ao Legislativo um projeto determinando esse enquadramento logo no início de seu mandato. Ele sustenta que essa "é a única maneira" de retomar a soberania sobre regiões desprovidas de policiamento estadual para confrontar os grupos ilícitos locais e transnacionais.
"Ali você não consegue ocupar território se não tiver toda a presença da Aeronáutica e buscar também a Marinha e Exército Brasileiro. Farei parcerias com todos os países, vou buscar parceria com americanos de satélites e imagens, vou buscar o máximo que tem de tecnologia em combate ao crime organizado", declarou.
Para embasar sua tese, o candidato ressaltou que a escalada dessas facções pode prejudicar o comércio exterior nacional.
"Nós hoje somos criticados duramente pelos americanos e pelos europeus, que colocam em risco e já estão ameaçando utilizar como trava na importação de produtos brasileiros o avanço do CV e do PCC, que passaram a ser as maiores multinacionais do crime com o repasse de cocaína e de drogas a território tanto americano quanto europeu", sublinhou.
Ademais, ele propôs alianças com nações vizinhas sul-americanas, lembrando a vastidão das divisas territoriais e do litoral nacional, sugerindo a criação de uma força integrada regional: "Precisamos evoluir para aquilo que a Europa deu conta de construir, de uma polícia que tem livre trânsito entre os países que compõem esse eixo nosso".