Notícias Política
Zema sobre Vorcaro: “Moro na mesma cidade do banqueiro bandido, nunca encontrei com ele”
Em sua fala, Zema destacou a transparência de sua trajetória
26/05/2026 15h44
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante um painel na Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) na segunda-feira (25), o postulante ao Planalto e ex-chefe do Executivo mineiro, Romeu Zema (Novo), lançou um recado velado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O governador mineiro garantiu jamais ter tido qualquer contato com o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, a quem rotulou como "banqueiro bandido", pontuando que, mesmo morando na mesma cidade, o executivo nunca solicitou um agendamento com ele.

O episódio contrasta com o relato do senador Flávio Bolsonaro, que, em 20 de maio, reconheceu ter visitado a residência de Vorcaro em São Paulo no fim de 2025. O encontro aconteceu logo após o banqueiro ser libertado, na ocasião, ainda sob uso de tornozeleira eletrônica, no desenrolar da Operação Compliance Zero. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro argumentou que o intuito da conversa foi colocar "um ponto final" na captação de recursos para a produção de Dark Horse, um filme sobre o pai, projeto para o qual o parlamentar havia solicitado aporte financeiro ao banqueiro, conforme apontaram registros de áudio.

Em sua fala, Zema destacou a transparência de sua trajetória: "No meu governo, em Minas Gerais, não teve um escândalo, não teve corrupção, não teve esquema. Apesar de morar na mesma cidade do banqueiro bandido, é estranho, eu nunca encontrei com ele, nunca". Em seguida, acrescentou: "Eu falo que a assombração sabe para quem ela vai aparecer e bater na porta".

Além das críticas indiretas, o ex-governador mineiro, cujo provável concorrente do PL tem o apoio direto de Jair Bolsonaro, provocou ao dizer que "gambá cheira gambá". Para ele, manter proximidade com Vorcaro é um "mau sinal" para quem almeja a chefia do Estado. O governante também aproveitou para condenar a nomeação de familiares em postos da administração pública.

"Não acredito também quando você acredita que parentes são a solução do seu problema, não acredito não", pontuou. "Eu gosto é de gente competente, e não de falar é parente que resolve. Quando é companheirada, parentada, a coisa fica difícil".

Por fim, Zema sustentou que a nação necessita de um gestor livre de extorsões ou pendências. Sem mencionar alvos específicos, ele aventou que certas lideranças políticas podem estar limitadas por apurações envolvendo entes queridos ou episódios particulares, o que, em sua análise, inviabilizaria a autonomia necessária para gerir o País.