Notícias Política
Saiba os detalhes do parecer aprovado da PEC 6X1 que reduz jornada de trabalho
O intervalo total para a transição da jornada, de 44 para 40 horas, será de, no máximo, 14 meses, assegurando-se a proibição de qualquer corte nos ganhos dos trabalhadores
26/05/2026 16h19
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Na segunda-feira (25), o deputado Léo Prates (Republicanos-BA) submeteu à apreciação o relatório final da PEC que visa extinguir o regime de trabalho 6×1. A exposição do documento estendeu-se por cerca de 3h30, sendo finalizada às 21h20, momento em que o debate foi iniciado.

O conteúdo foi articulado mediante conversas entre o relator, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizadas durante a manhã. Conforme estipulado, a carga horária será encolhida para 42 horas no próximo ano e para 40 horas em 2027. O cronograma prevê um corte inicial de duas horas logo 60 dias após a promulgação da emenda, com uma diminuição adicional de igual período ao completar um ano.

Dessa forma, o intervalo total para a transição da jornada, de 44 para 40 horas, será de, no máximo, 14 meses, assegurando-se a proibição de qualquer corte nos ganhos dos trabalhadores.

Antes de seguir ao plenário, a proposta precisa ser chancelada pela comissão especial. Para obter êxito na votação, que ocorrerá em dois turnos, o texto demanda o respaldo de dois terços da Câmara, totalizando ao menos 308 votos. Existe a expectativa de que parlamentares solicitem vista da matéria, postergando o exame para quarta-feira (27/). Caso seja aprovado, o prosseguimento está previsto para quinta-feira (28/), sob a ótica de Motta.

Após tratativas com o Planalto, Prates dilatou o rol de colaboradores isentos das novas diretrizes. A exceção contemplará profissionais com ensino superior que aufiram vencimentos equivalentes a, no mínimo, dois tetos e meio do INSS (cerca de R$ 23 mil), mantendo-se inalterada a situação de servidores públicos e empregados de estatais. O patamar anterior era fixado em dois tetos do INSS, aproximadamente R$ 16,9 mil.

Principais pontos da PEC 6×1: