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PF diz que encontros de Castro e Vorcaro coincidiram com aplicações no Master; entenda
Castro figura como um dos investigados na oitava etapa da Operação Compliance Zero, deflagrada mediante autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça
27/05/2026 12h32
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Site PT

Investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam para uma correlação temporal entre as reuniões do antigo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), com o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o envio de recursos do Rioprevidência para a referida instituição financeira.

Castro figura como um dos investigados na oitava etapa da Operação Compliance Zero, deflagrada mediante autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

No despacho que legitimou a diligência da terça-feira (26), a autoridade policial sustenta a existência de sinais de "interferência política indevida" por parte do ex-gestor do Rio de Janeiro em favor de Vorcaro, episódios que teriam ocorrido na sequência de encontros entre ambos.

"A representação aponta sincronismo entre encontros mantidos entre ambos e os aportes financeiros subsequentes do RPPS (Regime Próprio de Previdência Social), além de conversas encontradas no celular de Vorcaro indicando que a liberação de determinados investimentos dependia de alinhamento político com o ex-Chefe do Executivo estadual".

A hipótese de ingerência política dos investigadores também se sustenta em modificações nos quadros de comando da previdência estadual, na eliminação de ritos técnicos e na falta de fundamentação oficial para os alocamentos de verbas.

O texto de Mendonça menciona, ainda, que o ex-governador e o banqueiro desfrutavam de um "vínculo pessoal estreito", com indícios de que Vorcaro teria arcado com despesas de viagens internacionais realizadas por ambos.

"Esse relacionamento teria viabilizado o alinhamento político necessário para a liberação dos investimentos, bem como a nomeação estratégica de dirigentes do Rioprevidência em cargos-chave (Presidência, Diretoria de Investimentos e Gerência de Investimentos), assegurando que as decisões de credenciamento e de aplicação de recursos previdenciários fossem conduzidas em desconformidade com a política de investimentos e com as normas regulatórias, mas em consonância com os interesses do Banco Master".

Durante a manhã de terça (26), agentes federais executaram dez ordens de busca e apreensão, incluindo uma operação no imóvel residencial do ex-governador, localizado no Rio de Janeiro.