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Mais da metade dos brasileiros acham que Lula não merece um quarto mandato como presidente
Os dados revelam um enfraquecimento na popularidade do mandatário, com apenas 36% dos participantes expressando apoio a uma possível reeleição
28/05/2026 12h25
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Uma sondagem conduzida pela Indexa Pesquisas entre os dias 22 e 24 deste mês, que entrevistou dois mil brasileiros por telefone, indica a liderança do presidente Lula na corrida ao Palácio do Planalto. Entretanto, 59% do eleitorado avalia que o petista não deveria ser reconduzido para seu 4º mandato na Presidência.

Os dados revelam um enfraquecimento na popularidade do mandatário, com apenas 36% dos participantes expressando apoio a uma possível reeleição. A Indexa representa a nova identidade do Instituto Opinião, entidade com trajetória no monitoramento de cenários eleitorais desde 2007.

Com registro no Tribunal Superior Eleitoral, o estudo aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) como o principal oponente de Lula. No primeiro turno estimulado, o atual presidente detém 39% das preferências, contra 30% do parlamentar. Numa eventual disputa final, a vantagem cai para 46% contra 41%, considerando uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

O levantamento avaliou a repercussão da gravação em que Flávio Bolsonaro solicita verbas ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master. Conforme o relatório, 78% dos consultados tomaram conhecimento do fato, e 48% supõem existir vínculos entre ambos. Mesmo assim, 40% opinam pela manutenção da candidatura do senador, ao passo que 38% sugerem a desistência do pleito.

Conforme o sociólogo e CEO da Indexa, Arilton Freres, o ocorrido gerou impactos políticos consideráveis. “Os dados mostram que o caso envolvendo Daniel Vorcaro já produziu desgaste político para Flávio Bolsonaro, especialmente porque a maioria da população tomou conhecimento das denúncias e parte significativa associa o senador ao episódio”, analisa Freres ao VEJA. “Se houver novos desdobramentos ou novas denúncias, a tendência é de aumento da pressão interna de aliados e setores do próprio campo bolsonarista em busca de alternativas eleitorais”.

A pesquisa incluiu o teste da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como possível substituta do senador. Nesse quadro, Lula alcançaria 40% dos votos no primeiro turno, enquanto Michelle somaria 25%. Em uma rodada decisiva, o petista superaria Michelle por 48% a 40%.

Quanto aos índices de rejeição, 46% dos participantes negam qualquer possibilidade de voto em Lula, patamar idêntico ao registrado para Flávio Bolsonaro. Por outro lado, ambos mantêm apoios fiéis: 32% garantem votar em Lula, e 28% afirmam o mesmo quanto ao senador.

Entre o eleitorado feminino, Lula conserva ampla dianteira, atingindo 44% contra 27% de Flávio Bolsonaro. Já no segmento masculino, o quadro se inverte: o senador domina com 35%, enquanto o presidente detém 32%.

A segmentação religiosa segue como um divisor de águas na campanha. Entre o público evangélico, o parlamentar atinge 42% frente a 26% de Lula. Por sua vez, entre os católicos, o chefe do Executivo lidera com 43%, ante 26% do adversário.

Adicionalmente, a Indexa avaliou outros nomes. Lula derrotaria o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) por 47% a 37%, assim como venceria o ex-governador goiano Ronaldo Caiado (PSD) por 47% a 39%.