Notícias Entenda o caso
Vaias e bolinhas de papel: saiba tudo sobre os ataques a Virgínia no Maracanã
Logo após o atacante Vinícius Júnior marcar um gol para o Brasil, parte dos presentes nas arquibancadas começou a entoar coro de xingamentos contra a influenciadora
01/06/2026 09h59
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Redes Sociais

Durante o amistoso entre a Seleção Brasileira e o Panamá, realizado no último domingo (31) no estádio do Maracanã, a influenciadora Virginia Fonseca foi alvo de hostilidades por parte de uma parcela da torcida. Logo após o atacante Vinícius Júnior marcar um gol para o Brasil, parte dos presentes nas arquibancadas começou a entoar coro de xingamentos contra a influenciadora.

Relatos, incluindo o do empresário João Santiago, esposo da criadora de conteúdo Malu Borges, indicam que a influenciadora sofreu mais do que agressões verbais nas arquibancadas: ela também foi atingida por bolinhas e aviõezinhos de papel.

Ao abordar o incidente em suas mídias sociais, o empresário desaprovou a postura do público e problematizou o nexo entre o rendimento da equipe nacional e a animosidade direcionada à influenciadora.

“Cara, eu particularmente achei ridículo. Não é porque eu sou fã da Virgínia, mas… por que que uma pessoa para e começa a xingar a mulher no meio do jogo porque o Vinícius Júnior fez um gol? O que que a mulher fez ali para atrapalhar aquele negócio? Segundo ponto, cara. As pessoas falam assim: ‘Não, que futebol é isso aí. É muita testosterona.’ Cara, não é muita testosterona. Eu acredito muito mais que é pouco neurônio”, disparou.

Dando continuidade ao seu relato, Santiago expôs que a hostilidade não se limitou a ofensas orais, envolvendo outras ações reprováveis por parte da plateia.

“As pessoas pegaram o papelzinho lá que o estádio fez, que eu já sabia que ia dar merda. Era óbvio que ia dar merda por causa de falta de ponto de reciclagem, enfim, várias coisas. As pessoas pegaram o papel, fizeram bolinha e aviãozinho de papel, e começaram a jogar. Provavelmente pessoas de 30, 40 anos fizeram isso. Acredito que alguns delinquentes de 15 também, mas assim: eu acho que o futebol desnorteia muito as pessoas, e isso é meio bizarro”, concluiu.