O chefe do executivo de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), manifestou seu apoio, na sexta-feira (30), à medida adotada pelo mandatário norte-americano, Donald Trump, que passou a categorizar grupos criminosos brasileiros, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), sob o rótulo de organizações terroristas.
Ao dialogar com a imprensa, o prefeito declarou:
“Eu acho corretíssima essa decisão do governo americano, de colocar PCC e Comando Vermelho como organização terrorista”.
Indagado sobre um eventual impacto dessa classificação na soberania das estratégias brasileiras de segurança pública, Nunes demonstrou abertura para uma atuação conjunta:
“Se for para interferir para levar integrantes do PCC pra cadeia, que fiquem muito à vontade”.
Para o gestor, a sociedade civil brasileira atingiu o limite da tolerância em relação às políticas de segurança vigentes, declarando que o público não suporta mais “essa conversa de ficar passando a mão na cabeça de bandido”.
Complementando seu raciocínio, o político reforçou sua posição e estendeu elogios a aliados que defendem uma postura mais enérgica:
“Eles são terroristas, ninguém aguenta mais essa conversa de ficar passando a mão na cabeça de bandido, parabenizar o senador Flávio Bolsonaro de ter a coragem de fazer esse enfrentamento."
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que é pré-candidato ao Palácio do Planalto, retornou recentemente de uma agenda diplomática nos Estados Unidos, onde manteve encontros estratégicos com Donald Trump e com o secretário de Estado, Marco Rubio.