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“Se EUA for interferir pra levar o PCC à cadeia, fiquem à vontade”, declara Ricardo Nunes
Indagado sobre um eventual impacto dessa classificação na soberania das estratégias brasileiras de segurança pública, Nunes demonstrou abertura para uma atuação conjunta
01/06/2026 10h45
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Marcelo Pereira/Secom/Prefeitura de São Paulo

O chefe do executivo de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), manifestou seu apoio, na sexta-feira (30), à medida adotada pelo mandatário norte-americano, Donald Trump, que passou a categorizar grupos criminosos brasileiros, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), sob o rótulo de organizações terroristas.

Ao dialogar com a imprensa, o prefeito declarou:

“Eu acho corretíssima essa decisão do governo americano, de colocar PCC e Comando Vermelho como organização terrorista”.

Indagado sobre um eventual impacto dessa classificação na soberania das estratégias brasileiras de segurança pública, Nunes demonstrou abertura para uma atuação conjunta:

“Se for para interferir para levar integrantes do PCC pra cadeia, que fiquem muito à vontade”.

Para o gestor, a sociedade civil brasileira atingiu o limite da tolerância em relação às políticas de segurança vigentes, declarando que o público não suporta mais “essa conversa de ficar passando a mão na cabeça de bandido”.

Complementando seu raciocínio, o político reforçou sua posição e estendeu elogios a aliados que defendem uma postura mais enérgica:

“Eles são terroristas, ninguém aguenta mais essa conversa de ficar passando a mão na cabeça de bandido, parabenizar o senador Flávio Bolsonaro de ter a coragem de fazer esse enfrentamento."

O senador Flávio Bolsonaro (PL), que é pré-candidato ao Palácio do Planalto, retornou recentemente de uma agenda diplomática nos Estados Unidos, onde manteve encontros estratégicos com Donald Trump e com o secretário de Estado, Marco Rubio.