Notícias Entenda o caso
Montagem em telões com Jair Bolsonaro resulta em tumultos no Paraguai
Conforme apurado pelos portais g1 PR e UOL, a projeção permaneceu ativa durante aproximadamente uma hora, exibindo frases de caráter ofensivo voltadas ao país vizinho
01/06/2026 12h09
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Redes Sociais

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, ordenou a retirada de telões de LED situados em Ciudad del Este, cidade que faz fronteira com o território brasileiro, como resposta à veiculação, na última sexta-feira (29), de uma montagem que retratava o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, desferindo uma agressão contra o atleta paraguaio Gustavo Gómez, defensor do Palmeiras. O conteúdo publicitário gerou revolta nas imediações da divisa, resultando na vandalização de pelo menos um dos três painéis que divulgaram o material.

Conforme apurado pelos portais g1 PR e UOL, a projeção permaneceu ativa durante aproximadamente uma hora, exibindo frases de caráter ofensivo voltadas ao país vizinho. Gravações que circularam na internet flagraram um contingente popular derrubando uma das estruturas, localizada próximo à Ponte da Amizade, e, na sequência, indivíduos pisoteando os telões. O documento emitido pelo Departamento de Segurança Turística do Paraguai atesta que as forças policiais interviram para conter desordens e garantir a integridade física na área.

Duas empresas foram identificadas como os criadoras desses painéis. Ambas as companhias alegaram que seus sistemas foram invadidos por hackers e garantiram estar fornecendo suporte aos investigadores para localizar os responsáveis. De acordo com as corporativas, um boletim de ocorrência foi protocolado junto à Promotoria de Crimes Cibernéticos no Paraguai.

Em um comunicado oficial à mídia local, a FastPrint pediu desculpas e declarou que a publicação ocorreu fora de seu controle operacional. A empresa tem acordo de 10 anos para exploração publicitária em área do Ministério de Obras Públicas e Comunicações, com vigência até 2028.

Ao se manifestar, Santiago Peña repudiou o ocorrido e comunicou em suas redes sociais que instruiu o Ministério de Obras Públicas a retirar todas as plataformas mencionadas, além de qualquer outro equipamento instalado sem permissão em vias públicas.

"Deploramos los carteles ofensivos instalados en Ciudad del Este. Este tipo de acciones no aportan al entendimiento ni al respeto que deben prevalecer entre los pueblos", escreveu o chefe de Estado em seu perfil oficial. Em tradução livre: "Repudiamos veementemente os cartazes ofensivos exibidos em Ciudad del Este. Tais ações não contribuem para a compreensão e o respeito que deveriam prevalecer entre as nações".