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Flávio Bolsonaro diz que Lula tem até julho para negociar novo tarifaço
A fala do senador surge como resposta à proposta do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) de taxar em 25% o conjunto das compras americanas provenientes do Brasil, ressalvando-se apenas itens “sujeitas às tarifas de segurança nacional”
02/06/2026 11h33
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Getty Images

O postulante ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), sugeriu que o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), possui até o próximo mês para articular um acordo que impeça a implementação de novas sobretaxas pelos Estados Unidos. A manifestação ocorreu durante uma entrevista à rádio Itatiaia nesta terça-feira (2).

“Pelo que eu entendi, [o novo tarifaço] é uma sugestão ainda, entraria em vigor a partir de julho ainda. Lula tem mais esse tempo para ir lá e negociar, para defender as empresas brasileiras, valorizar o nosso agro”, argumentou o parlamentar.

A fala do senador surge como resposta à proposta do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) de taxar em 25% o conjunto das compras americanas provenientes do Brasil, ressalvando-se apenas itens “sujeitas às tarifas de segurança nacional”. Contudo, a palavra final sobre essa medida permanece sob a responsabilidade de Donald Trump.

Vale notar que tanto o senador quanto o petista acumularam êxitos após diálogos com representantes do Partido Republicano. Recentemente, Flávio esteve com o mandatário dos EUA na Casa Branca e, conforme suas palavras, solicitou que o governo americano passasse a tratar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas. A demanda já estava sendo analisada por Washington, e o Departamento de Estado americano ratificou, pouco tempo depois, a classificação de ambos os grupos como “Terroristas Globais Especialmente Designados”.

Quanto a Lula, o presidente brasileiro tem obtido sucesso ao reverter sanções impostas pelo republicano, mesmo mantendo uma proximidade ideológica menor com Trump do que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No primeiro semestre de 2025, o governo americano estendeu seu regime tarifário a nações como China, México e Canadá, incluindo o Brasil com um adicional de 40% sobre bens nacionais. Posteriormente, em novembro, o chefe da Casa Branca removeu certas taxas sobre o café e a carne brasileira logo após dialogar com o petista. Desde o encontro na Assembleia Geral da ONU, o clima entre os governantes tem sido positivo: Trump declarou ter sentido uma “química” com Lula, enquanto o brasileiro mencionou que passou a vê-lo como um “amigo”.