O mandatário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deseja que o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), assuma o comando na articulação contra uma iminente taxação adicional por parte do governo norte-americano sobre exportações nacionais.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) apresentou, na última segunda-feira (1°), uma recomendação para aplicar uma sobretaxa de 25% sobre a totalidade das mercadorias brasileiras, salvo produtos “sujeitas às tarifas de segurança nacional”. A palavra final sobre a efetivação dessa restrição permanece sob a responsabilidade do presidente dos EUA, Donald Trump.
Embora não esteja mais à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Alckmin desenvolveu conexões importantes com autoridades americanas durante as fases iniciais das disputas tarifárias. Lula planeja convocar, ainda nesta terça-feira (2), um encontro com seus ministros, contando com a presença do vice-presidente para debater a situação.
O objetivo central é reunir fundamentos técnicos que permitam contestar a posição de Washington, sustentando que a imposição não possui respaldo em parâmetros econômicos objetivos.
O governo dos EUA deve seguir ritos formais, incluindo diálogos com a sociedade e audiências, antes de tornar qualquer sanção definitiva. O USTR agendou para o dia 6 de julho de 2026 a audiência destinada a debater a proposta. O limite final para a deliberação e o possível início da vigência das chamadas "medidas corretivas" contra o país é o dia 15 de julho.