Nos próximos dias, o Partido Liberal (PL) deverá definir o substituto do ex-gestor fluminense Cláudio Castro na disputa pela cadeira no Senado Federal. Os nomes que aparecem com maior força para o posto são os dos parlamentares Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, este último atual líder da agremiação na Câmara.
Conforme apontou o dirigente estadual do PL no Rio de Janeiro, Altineu Cortes, projeta-se que o martelo seja batido na segunda-feira, ocasião em que o senador Flávio Bolsonaro cumpre agenda no território carioca.
A desistência de Castro decorreu de uma recente diligência da Polícia Federal, que investiga o possível envolvimento do ex-governador em injeções financeiras de alto vulto do Rioprevidência em fundos associados ao Banco Master. O político formalizou sua retirada da corrida eleitoral em um vídeo publicado nas redes sociais na última quinta-feira (28).
Atualmente, observa-se uma divisão interna na sigla:
O segmento do partido alinhado ao Centrão articula a nomeação de Sóstenes, cujo perfil transita entre o bolsonarismo e uma postura mais pragmática, dada sua trajetória pregressa em legendas como o PSD e o antigo DEM, atualmente União Brasil.
Em contrapartida, a fatia do partido vinculada à vertente mais intransigente do bolsonarismo defende o deputado Carlos Jordy como a opção ideal.
Questionado sobre o processo, Sóstenes frisou que o veredito final é competência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre reclusão domiciliar após ser sentenciado por arquitetar um plano golpista: “Vamos aguardar a decisão do presidente Jair Bolsonaro”.
A conquista do assento no Senado é um objetivo crucial para o projeto político bolsonarista, que almeja constituir uma base favorável na Casa Legislativa visando promover medidas em oposição ao Supremo Tribunal Federal.
Quanto ao arranjo local, o PL firmou uma aliança com a coligação entre União Brasil e Progressistas. Pelo pacto, o PL apresentará Douglas Ruas ao governo estadual e ficará responsável por uma das indicações ao Senado. Em contrapartida, o PP indicou Rogério Lisboa para compor a chapa como vice-governador, ao passo que o União Brasil garantiu a outra postulação senatorial com Marcio Canella.