Um vídeo antigo do influenciador Frank Willians, conhecido nas redes sociais como “Frank Ex-PCC”, voltou a repercutir na internet após as recentes reportagens envolvendo Virginia Fonseca, a WePink e investigações relacionadas a movimentações financeiras analisadas pelas autoridades.
Frank ganhou notoriedade na web ao afirmar ter integrado a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). Atualmente, ele produz conteúdos sobre bastidores do crime organizado, denúncias e relatos sobre o funcionamento da facção criminosa em canais no YouTube e participações em podcasts, como Inteligência Ltda. e 3 Irmãos.
Nas imagens que voltaram a circular nas redes, Frank cita diretamente o nome de Virginia Fonseca ao comentar supostas conexões envolvendo a origem da WePink e Karen Mori, conhecida como “Japa do PCC”.
“Cara, vai vir uma bomba aí da We Pink, da Virgínia, mano, que é a nossa maior influenciadora do nosso país”, afirmou no trecho que viralizou novamente após a publicação da revista piauí.
Durante a fala, Frank também mencionou Karen Mori, empresária apontada como ex-sócia da Pink Lash, empresa considerada o embrião da atual WePink. “A japa do PCC, viúva do Cabelo Duro. Essa japa era sócia de uma mina que é amiga da Virgínia, que vendeu a empresa pra Virgínia”, declarou.
O influenciador ainda levantou suspeitas sobre uma possível investigação envolvendo a Polícia Federal e o Gaeco. “Se investigar, se apertar ali e acha, mano. A Virgínia não é a santa que é e não ficou rica do dia pra noite, que nem tá mostrando aí, não”, disse.
As declarações passaram a ganhar ainda mais repercussão após a revista piauí divulgar uma reportagem detalhando possíveis conexões empresariais envolvendo antigos sócios da WePink e movimentações financeiras analisadas em relatórios do Coaf. Segundo a publicação, Karen Mori ficou conhecida como “Japa do PCC” por ter sido casada com Wagner Ferreira da Silva, conhecido como “Cabelo Duro”, apontado por autoridades como integrante do PCC.
A reportagem afirma que Karen integrou a sociedade da Pink Lash ao lado de Samara Martins e Thiago Stabile antes da entrada oficial de Virginia Fonseca na empresa que mais tarde daria origem à WePink.
Além disso, a revista também revelou que a influenciadora estaria sendo analisada em apurações da Polícia Federal após Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) apontarem movimentações consideradas atípicas envolvendo empresas ligadas ao seu nome.
Até o momento, Virginia Fonseca não foi formalmente acusada pelas autoridades. Procurada pela revista piauí, a influenciadora afirmou que conheceu Karen Mori em eventos ligados à antiga empresa, mas negou qualquer relação com atividades ilícitas.
“Não associo pessoas a possíveis envolvimentos de terceiros apenas por relações comerciais ou convivência”, declarou Virginia.
A influenciadora também afirmou que nunca teve motivos para suspeitar de irregularidades envolvendo antigos parceiros comerciais e disse confiar nos sócios ligados aos negócios anteriores à criação da WePink.
As falas de Frank, no entanto, voltaram a alimentar debates nas redes sociais sobre a origem da marca e os nomes envolvidos nos bastidores da empresa.