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Virginia desbafou sobre auditoria de suas empresas horas antes de investigação da PF vir à tona: “Questionaram os números”
Nas redes, influenciadora falou sobre apuração envolvendo movimentações financeiras analisadas pelo Coaf
03/06/2026 09h27
Por: Rahabe Gabriela
Virginia desbafou sobre auditoria de suas empresas horas antes de investigação da PF vir à tona: “Questionaram os números” / Reprodução Instagram

Virginia Fonseca usou as redes sociais recentemente para fazer um desabafo sobre as críticas que vem recebendo nos últimos dias. Mas o que chamou atenção foi o fato do pronunciamento ter acontecido poucas horas antes de a revista Piauí divulgar uma reportagem afirmando que a influenciadora passou a ser investigada pela Polícia Federal por conta de movimentações financeiras consideradas atípicas.

Na publicação feita no dia 1º de junho, Virginia lamentou os ataques recebidos durante o amistoso da Seleção Brasileira no Maracanã e aproveitou para rebater questionamentos envolvendo suas empresas e os números milionários de seus negócios. “Nos relacionamentos, fui julgada. Na maternidade, fui julgada. Quando construí empresas do zero, fui julgada”, escreveu.

A empresária ainda relembrou comentários feitos sobre o crescimento acelerado de suas marcas e afirmou que os resultados financeiros passaram a ser alvo de desconfiança. “Me lembro de quando diziam que não duraria um ano. Depois que era barato demais. Depois que era sorte. E quando já não existia mais o que dizer, começaram a questionar os métodos, os números e os resultados”, declarou.

Virginia também destacou que as empresas do grupo passam por auditorias externas e citou a BDO, companhia internacional especializada em auditoria empresarial. “Os números das empresas que construímos com tanto trabalho passaram a ser questionados, mesmo sendo auditados por uma das maiores empresas de auditoria, a BDO”, completou.

A BDO ganhou notoriedade nacional após ser contratada pelas Lojas Americanas durante a crise envolvendo o rombo contábil bilionário descoberto na companhia.

Horas depois do desabafo, a revista piauí publicou uma reportagem afirmando que Virginia Fonseca entrou na mira da Polícia Federal após Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), produzidos pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), apontarem operações consideradas fora do padrão em contas ligadas à influenciadora e empresas associadas.

Segundo a publicação, entre março e setembro de 2024, a Talismã Digital, empresa de mídia digital de Virginia e do cantor Zé Felipe, teria recebido R$ 22,5 milhões em transferências bancárias. Ainda conforme o relatório, R$ 21,4 milhões teriam sido movimentados por meio de 44 operações via Pix, além de outras 18 transferências por TED.

O documento também cita uma comunicação feita pelo Banco Santander ao Coaf envolvendo a empresa AMP Pay Marketing e Negócios. Apesar de estar enquadrada no Simples Nacional, regime voltado para empresas com limite anual de faturamento menor, a companhia teria transferido R$ 17,7 milhões para a Talismã Digital. A defesa de Virginia Fonseca afirmou que os valores correspondem a pagamentos referentes a “campanhas publicitárias devidamente contratadas”.

Além da Talismã Digital, empresas como a WePink e a Wpink Suplementos Nutricionais também aparecem nas análises financeiras citadas pela reportagem. Segundo o texto, a WePink recebeu depósitos fragmentados que somaram R$ 502 mil em caixas eletrônicos de diferentes agências bancárias, movimentação que gerou um alerta do Banco Itaú ao Coaf. A defesa da influenciadora alegou que os valores são provenientes de vendas realizadas diariamente nos quiosques da marca.

Já a Wpink Suplementos Nutricionais teria registrado créditos de R$ 43,6 milhões em conta, gerando uma comunicação do Mercado Pago. Conforme o relatório citado pela revista, o volume financeiro apresentado não seria compatível com o faturamento mensal informado pela empresa.

Até o momento, Virginia Fonseca não foi formalmente acusada pelas autoridades. O caso segue sob análise dos órgãos responsáveis.