A deputada federal Érika Hilton (PSol-SP) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) mirando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A iniciativa jurídica foi motivada pelos desdobramentos em torno da intenção da Casa Branca de instituir barreiras alfandegárias contra o mercado produtivo brasileiro.
Por meio de uma queixa-crime entregue na terça-feira (2) ao Ministério Público Federal, a congressista solicita a abertura de um inquérito para esquadrinhar as agendas cumpridas pelo parlamentar em solo norte-americano ao longo da última semana.
No documento apresentado, a liderança do PSol argumenta que as tratativas do senador com a administração de Donald Trump, em Washington, atuaram como vetor para a recomendação de elevar em 25% os impostos sobre as exportações do país, além de impulsionar as críticas direcionadas ao Pix.
A petição assinada pela parlamentar paulista requer a adoção de providências restritivas urgentes, com o intuito de blindar a estabilidade da estrutura monetária do país e assegurar o andamento das apurações envolvendo o filho “01” de Jair Bolsonaro.
A proposta de novo tarifaço de 25% sobre importações brasileiras consta em relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgado na noite da segunda-feira (1º/6).
O parecer norte-americano conclui uma auditoria externa focada justamente no Pix, o mecanismo nacional de liquidação financeira e transações eletrônicas em tempo real.
A partir de agora, o veredito preliminar passará pela fase de debates abertos com a sociedade, com o primeiro encontro agendado para o dia 6 de julho. A palavra final a respeito da aplicação prática das tarifas caberá exclusivamente ao mandatário dos Estados Unidos.